16/02/2012 17h00
Filha de ex-presidente paraguaio foi enterrada viva após seqüestro
ABC Color
Sete anos depois do seqüestro seguido de morte no Paraguai, a filha de Raul Cubas, ex-presidente daquele país, Cecília Cubas foi enterrada viva pelos seus algozes segundo confirmou exames de um laboratório que foi contratado pela família da vítima.
A informação de que Cecília Cubas foi enterrada viva em uma fossa de uma casa no bairro Mbocayaty de Ñemby em Assunção, capital paraguaia foi confirmada ao jornal diário ABC Color pela mãe dela, Mirta Gusinky, que adiantou ter feito os exames com contra prova laboratorial que foi feita em um país estrangeiro, que ela não quis informar qual deles, mais existem a suspeita que tenha sido no território brasileiro.
O corpo da filha do ex-presidente Raúl Cubas foi encontrado pela polícia paraguaia no dia 16 de fevereiro de 2005 e este ano completa exatos sete anos de um dos mais bárbaros crimes da história do país.
Mirta Gusinky, mãe de Cecília Cubas contou ao ABC Digital que a sua filha foi enterrada viva após ser amordaçada desde o nariz até abaixo da boca e morreu asfixiada.
Quando do hediondo 0crime, os investigadores sempre tiveram suspeitas da forma em que foi assassinada Cecília Cubas, após ela ter sido seqüestrada no dia 21 de setembro de 2004 quando chegava em casa com o seu veiculo.
Após o seqüestro inúmeras buscas foram feitas no país visando resgatar a jovem, porém seu corpo foi encontrado no dia 16 de fevereiro de 2005 já em adiantado estado de putrefação.
A mãe da jovem conta que antes de levar para exames fora do país, outros foram feitos em laboratórios do Paraguai, no entanto coube a um laboratório contratado pela família apontar que a jovem foi morta após ser cruelmente enterrada viva.
A mãe de Cecília Cubas manifestou-se prudente informar sobre os motivos da morte de sua filha, em um momento de muita angustia e dor da família.
Durante depoimento em juízo contra os principais autores do crime, ela mostrou a forma em que o corpo sem vida de Cecília Cubas foi encontrado, com objetivo de demonstrar que eles, os criminosos não eram perseguidos políticos e sim uns “bestiais” a quem os enfrentavam.
Amanhã será o sétimo aniversário da morte de Cecília Cubas e até hoje o fato causa muita dor para a família da jovem, disse Mirta Gusinky, que informou a sociedade paraguaia para que deva despertar-se e recordar que sua filha foi martirizada por homens que não demonstraram piedade com a jovem e que fazem parte das FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia), que é um grupo revolucionário da Colômbia, cuja parte do grupo terrorista ainda se encontra no Paraguai ajudando o EPP (Exército do Povo Paraguaio) que faz oposição ao atual governo.
Fonte: Waldemar Russo
