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Depois de sobreviver ao genocídio, atleta de Ruanda vai a Londres

28 julho 2012 - 00h00
*Fonte: Terra


Adrien Niyoshuti, 25 anos, vai participar dos Jogos Oímpicos de Londres como um verdadeiro campeão, mas da vida. Mesmo que saia dos Jogos sem a medalha, ele já é vencedor apenas por estar vivo. Niyoshuti é um dos sobreviventes do massacre que matou 800 mil pessoas em 1994.
O ciclista, que foi porta-bandeira do país na cerimônia de abertura, viu de perto a disputa entre Hutus e Tutsis que matou 10% da população do país, entre eles, todos seus irmãos. Ao jornal espanhol El País, ele contou que, na época, seus pais esconderam ele e os irmãos no meio de arbustos e após uma semana foram descobertos.

De acordo com o relato ao jornal, quando o perigo se aproximou seus pais mandaram todos correrem. Adrien disse que na corrida obteve um corte na perna, do qual tem uma cicatriz até hoje, mas conseguiu escapar. Os pais, o avô e os seis irmãos de Niyoshuti não tiveram a mesma sorte e foram assassinados.

Um dos sete atletas de Ruanda nos Jogos, ele disse se sentir especial e afirmou que começou o ciclismo no próprio país, andando com bicicletas utilizadas para transportas legumes e hortaliças.

Adrien ainda disse que gostaria que o país fosse olhado de maneira diferente pelo resto do mundo, já que o massacre aconteceu há 18 anos.

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