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Falta de comida pode forçar pessoas a se tornarem vegetarianas em 2050

29 agosto 2012 - 00h00Por Fonte: Isaude
A falta de comida no mundo pode forçar as pessoas a se tornarem vegetarianas em 2050, de acordo com cientistas do Stockholm International Water Institute, na Suécia.

Os dados mostram que não haverá carne suficiente para a população dentro de décadas. Apenas 5% do total de calorias ingeridas virá de alimentos de origem animal.

A pesquisa, apresentada na Semana Mundial da Água 2012, alerta para a necessidade de maiores investimentos do setor público e privado para reduzir o desperdício de alimentos, aumentar a eficiência da água na agricultura e melhorar o consumo de água e alimentos.

"Reduzir o desperdício de alimentos é o caminho mais inteligente e mais direto para aliviar a pressão sobre os recursos hídricos e da terra. É uma oportunidade que não podemos ignorar", afirma o pesquisador Torgny Holmgren.

Segundo os pesquisadores, o investimento em pequenos agricultores é fundamental para alcançar a segurança e o fornecimento de alimentos e água para todas as pessoas.

Em todo o mundo, 2,6 bilhões de pequenos produtores criam animais e peixes. Eles são os principais fornecedores de alimentos no mundo em desenvolvimento. "Se queremos produzir mais de forma sustentável, preservando os recursos naturais, adaptando-se e contribuindo para reduzir a mudança climática, precisamos ajudá-los. Não podemos esperar que eles façam isso sozinho", afirma José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).


Semana Mundial da Água


Mais de dois mil políticos, executivos, cientistas e líderes de organizações internacionais de mais de 100 nações estão reunidos em Estocolmo, na Suécia, para a Semana Mundial da Água, que este ano tem como tema "Água e Segurança Alimentar" (Water and Food Security).

Nas mais de 100 sessões previstas para acontecer ao longo da semana, os participantes irão debater e apresentar soluções para garantir que recursos hídricos limitados do planeta possam atender as necessidades econômicas e de crescimento e apoiar a manutenção de uma população saudável global.

Eles também vão discutir as últimas inovações e práticas bem-sucedidas para fornecer água potável e saneamento seguro para os mais de duas bilhões de pessoas que vivem sem acesso sustentável a esses serviços básicos.

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