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Lavagem: CPI investiga obras milionárias em MS

Lavagem: CPI investiga obras milionárias em MS

27 abril 2012 - 15h00
Agencia Brasil


Gestores públicos de diferentes estados que fizeram contratos com a empresa Delta serão investigados pela Comissão da Corregedoria Geral da União (CGU) e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Mato Grosso do Sul é um deles. Fiscalizações da CGU apontam uma série de irregularidades em obras de R$ 13,8 milhões realizadas pela construtora em rodovias federais que cortam o Estado. Apesar dos vários contratos com o Dnit/MS, a Delta, suspeita de ter ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, não tem contrato com o Governo do Estado.

Equipe já foi nomeada da CGU para tocar os trabalhos que não têm prazo para terminar. Segundo a assessoria da CGU, o ministro Jorge Hage cobrou celeridade no processo, desde que respeitado o direito de defesa. Ao fim do processo, se condenada, a empresa poderá ser suspensa do serviço público de um mês a até dois anos; ou declarada inidônea, o que significa que será banida por, no mínimo, dois anos. Após esse prazo, a reabilitação só é possível mediante pedido, desde que as irregularidades cometidas tenham sido sanadas.

A Delta é suspeita de envolvimento com o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Ele é apontado com o chefe da quadrilha que explorava máquinas caça-níqueis e pagava propina para agentes públicos. Cachoeira foi preso durante a Operação Monte Carlo, deflagrada em fevereiro pela Polícia Federal, que resultou na prisão de 20 pessoas.

A CPI que investiga as relações entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e agentes públicos e privados começou a funcionar na quarta-feira. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o deputado Odair Cunha (PT-MG) foram confirmados presidente e relator da comissão. Os dois foram eleitos em sessão da comissão.

Laranjas
A Delta Construções é suspeita de montar uma rede de laranjas para lavar dinheiro numa triangulação com outra construtora, a Alberto e Pantoja Construções e Transporte Ltda. As suspeitas são investigadas pela Polícia Federal no inquérito da Operação Monte Carlo e também são alvo de investigações no Ministério Público.

As investigações, segundo o MP, apontam para a prática de indícios de lavagem de dinheiro nas operações que movimentaram mais de R$ 25,8 milhões de 2010 a 2011. Entre os principais destinatários do dinheiro do esquema, segundo o MP, está Pedro Batistoti Júnior, tecnólogo e ex-funcionário da Delta em Mato Grosso do Sul, que hoje reside em Dourados. Laudos da PF atestam que ele teria recebido 300 mil, porém Batistoti nega as acusações.
Em Mato Grosso do Sul, três contratos estão sendo investigados como suspeitos pela Controladoria. O de maior valor foi firmado para manutenção de 126 quilômetros na BR-163. No contrato de R$ 9,5 milhões, a CGU encontrou três irregularidades, como preenchimento incompleto do Diário de Obras, pista de rolamento em condições inadequadas e ponte com guarda-corpo danificado.

A CGU também detectou irregularidades no contrato para conservação entre os quilômetros 556 e 601 da BR-262. A fiscalização foi considerada insatisfatória. O valor da obra foi de R$ 896 mil. Outra contrato tido como irregular de conservação é a BR-267. O valor foi de R$ 3,5 milhões. A CGU considerou que os serviços de conservação são insuficientes para manter o trecho contratado num nível satisfatório de trafegabilidade e segurança.

Os contratos entre 2007 e 2010 foram executados na gestão de Marcelo Miranda, que foi demitido em janeiro do comando da Superintendência do Dnit de Mato Grosso do Sul após denúncias de irregularidades. (Com informações de Agência Estado e Agência Brasil)

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