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Mãe de Eliza Samúdio fica surpresa ao saber que goleiro Bruno vai assumir paternidade de filho

11 maio 2012 - 09h32Por Uol/NG
A mãe de Eliza Samudio, Sonia Fátima de Moura mostrou estar surpresa e apreensiva ao saber que o goleiro Bruno tem a intenção de reconhecer a paternidade do filho de Eliza Samudio, a sua ex-amante, morta em 2010, e que pode deixar a prisão em algumas semanas.

Bruno é acusado de ter matado Eliza Samudio, com quem teve um filho. O menino de 2 anos e meio de idade está sob a guarda provisória da avó materna, Sonia Fátima de Moura, que mora no distrito de Anhanduí, em Mato Grosso do Sul.

Segundo o advogado Rui Pimenta, responsável pela defesa do jogador, o reconhecimento será feito por escritura pública, nesta sexta-feira (11), junto à Vara da Família da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Sexta-feira (dia 11 de maio) vou registrar em cartório a escritura pública de reconhecimento do filho de Bruno com Eliza Samudio. Independentemente de qualquer resultado de julgamento criminal, ele quer repassar aos três filhos 10% do que ganhar como jogador profissional”, explicou o advogado Pimenta.

Sonia ficou sem palavras quando recebeu a notícia de que seu neto terá “uma pensão alimentícia de 3,3% sobre os ganhos e bens de Bruno”, como antecipou o advogado do jogador. “Não sei o que dizer, fui pega de surpresa. É melhor falar com minha advogada que entende bem dessa ação familiar”.

Segundo o advogado do goleiro, o reconhecimento da paternidade deve colocar fim à ação familiar que tramita na 2ª. Vara da Família, na Barra da Tijuca, desde 2009, quando Eliza Samudio descobriu que estava grávida.

“Houve um erro naquela ação porque Eliza estava grávida e não havia como julgar o mérito de uma pensão alimentícia para uma criança ainda não nascida”, disse Pimenta. ”O Ministério Público argumentou por uma pensão gravítica (que beneficia a mãe durante a gravidez)”.

O goleiro Bruno é acusado de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Samudio. Além dele, outras sete pessoas estão envolvidas no crime, segundo a Justiça. O caso tramita em Minas Gerais, onde o crime aconteceu, em junho de 2010, e ainda não tem data para ser julgado pelo Tribunal do Júri de Contagem.

Das sete pessoas denunciadas, apenas três estão presas, incluindo Bruno. As demais aguardam o julgamento em liberdade.

O advogado de Bruno tentará libertar seu cliente nas próximas semanas, em audiência plenária do Supremo Tribunal Federal. “Nesta terça-feira, o STF negou a liminar do habeas corpus, preferindo julgar o mérito em algumas semanas. Foi bom negarem à liminar, porque os ministros terão de estudar o caso mais profundamente, quando houver a sessão plenária. Bruno será solto por questão jurídica e aguardará o julgamento em liberdade”, disse o defensor.

A diretoria do Flamengo admitiu na última quarta-feira que pode receber Bruno de volta, desde que a situação do jogador seja esclarecida pelo Supremo Tribunal Federal.

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