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Mulher de governador é suspeita de matá-lo na virada do ano

Mulher de governador é suspeita de matá-lo na virada do ano

03 janeiro 2012 - 15h00
Terra

A Justiça investiga Susana Freydoz como única suspeita pela morte de seu marido e governador da província argentina de Rio Negro, Carlos Soria, morto com um disparo na cabeça neste domingo depois das festas de Ano-Novo.

Freydoz "era a única pessoa" que estava com Soria quando o político recebeu o disparo que causou a morte, "no meio de uma discussão familiar", disse o promotor responsável pelo caso, Miguel Fernández Jahde, a rádios e canais de televisão locais.

Soria, de 61 anos, morreu na madrugada de domingo "de um único disparo" na bochecha esquerda que recebeu quando se encontrava em seu quarto no sítio de sua propriedade em General Roca, uma das principais cidades de Rio Negro no sul da Argentina, explicou o promotor.

A Polícia apreendeu um revolver calibre 38 com o qual foi efetuado o disparo e que é propriedade do governador, acrescentou.

O promotor ressaltou que por enquanto faltam provas necessárias para determinar se Susana será acusada pela morte de seu marido, que segundo um comunicado do Governo de Rio Negro aconteceu por causa de "um acidente doméstico".

Jahde explicou que a esposa de Soria "ficou muito afetada e não dizia uma palavra" ao ser indagada pela polícia neste domingo, quando além disso fez um exame médico e foi submetida a perícia legista para determinar se teve em suas mãos a arma apreendida pela Polícia.

Também foram examinados uma filha do casamento Soria e seu namorado, as outras duas pessoas que estavam na residência quando aconteceu a morte do governador.

O corpo de Soria foi sepultado neste domingo em um cemitério privado de General Roca com a presença apenas dos familiares e poucos dirigentes do partido do governo argentino, ao qual pertencia o líder.

Soria tinha assumido no dia 10 de dezembro, após ganhar as eleições de setembro com 50% dos votos e se transformar no primeiro peronista a chegar ao Governo de Rio Negro desde a restauração da democracia, no fim de 1983.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, que retorna nesta segunda-feira a Buenos Aires depois de passar as festas de Ano Novo em sua casa na vila turística de Calafate, se comunicou com os familiares de Soria e transmitiu seu pesar, disseram fontes oficiais.

O governo de Rio Negro, na Patagônia argentina e uma das províncias fronteiriças com o Chile, passou às mãos de Alberto Weretilneck, que até agora era vice-governador e provém de uma força de centro-esquerda aliada ao peronismo.

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