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Nayara espera ansiosa por julgamento de Lindemberg Alves, diz advogado

Nayara espera ansiosa por julgamento de Lindemberg Alves, diz advogado

11 fevereiro 2012 - 07h44
R7

A jovem Nayara Rodrigues da Silva, que ficou refém de Lindemberg Fernandes Alves por mais de 50 horas, aguarda ansiosa o julgamento do acusado de matar sua amiga Eloá Cristina Pimentel, em outubro de 2008. As informações são do advogado de Nayara, que também é assistente de acusação da Promotoria, Marcelo Augusto de Oliveira.

- Ela está bem, aguardando, vai passar o final de semana repousando com a família. Ela está bem ansiosa.

O depoimento de Nayara deve ser o principal do julgamento de Lindemberg, que começa na próxima segunda-feira (13), no Fórum de Santo André, no ABC paulista. A expectativa de Oliveira é que o depoimento de sua cliente seja longo, durando várias horas.

- Na delegacia durou em torno de 8h. Não sei precisar, pode ser que surjam fatos novos. Mas deve ser longo. Deve ser o mais longo de todos. Ela ficou lá praticamente todo o tempo [do sequestro].

Nayara e Eloá estudavam junto com dois amigos quando Lindemberg, armado, invadiu o apartamento onde estavam. Inconformado com o fim do namoro com Eloá, ele fez os quatro reféns, mas liberou os dois jovens poucas horas depois.

Nayara permaneceu no cárcere ao lado da amiga até ser liberada cerca de 24 horas depois, por volta das 23h de terça-feira, 14 de outubro de 2008. À pedido da polícia, que atendia uma solicitação de Lindemberg, ela voltou ao cárcere na quinta-feira (16), numa ação policial bastante contestada e criticada.

Na sexta, após cem horas, a polícia invadiu o apartamento. Eloá e Nayara foram baleadas, mas enquanto a ex-namorada de Lindemberg morreu no hospital momentos depois, sua amiga, apesar de baleada no rosto, não correu risco de morrer.

Ela passou por diversas cirurgias corretivas na face e ainda continua o tratamento três anos depois.

A promotora do caso, Daniela Hashimoto, afirmou que o réu pode pegar mais de cem anos de prisão caso seja condenado pela pena máxima de todos os crimes a que responde.

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