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Para Mantega, crise já afeta emergentes e situação global piorou

Para Mantega, crise já afeta emergentes e situação global piorou

23 novembro 2011 - 15h30
IG

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que já começa a haver contágio da crise internacional aos países emergentes, e que a crise está piorando.

Em audiência na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, Mantega acrescentou que esse quadro pode se agravar, o que provocaria uma crise financeira, e que as perspectivas de crescimento econômico mundial não são animadoras.

Segundo o ministro, "a cada dia a situação fica mais complicada e problemas na União Europeia e nos Estados Unidos não se resolvem". "Estamos vendo uma recaída da crise de 2008: alguns países não conseguiram superá-la até hoje, o que nos deixa preocupados", continuou.

Mantega ressaltou que esses países estão endividados, que as taxas de crescimento são baixas e o desemprego, elevado. "A situação é complicada", resumiu. Para ele, é possível que o quadro se agrave e caminhe novamente para a constituição de uma crise financeira. "Eu espero que não e o Brasil tem feito esforços para ajudar na solução dos problemas."

O ministro salientou que, além de vantagens econômicas, o Brasil possui um grau de maturidade política que outros países não têm. "Lá (Estados Unidos e Europa) se paralisa o Estado. Aqui não se verifica isso", disse, durante audiência pública.

Ele destacou que o epicentro do problema é a União Europeia e que o bloco está demorando para tomar as medidas necessárias e solucionar a crise. A situação política, na avaliação de Mantega, atrapalha a resolução dos problemas. "Isso é válido para a Europa e os Estados Unidos, como vimos ontem", citou, acrescentando que, no exterior, não está sendo vista habilidade para enfrentar os problemas.

Ainda segundo Mantega, o cenário de crescimento da economia mundial não é muito animador para os próximos anos. Para ele, pode-se esperar um baixo crescimento do globo e até a possibilidade de recessão na Europa. "A recessão está no horizonte", considerou. "E já começa a haver um contágio para emergentes, apesar de estarem em condições melhores", acrescentou.

Na avaliação do ministro, essa situação deve perdurar por "muitos anos". "Temos que estar preparados para enfrentar essa situação", disse.

(com AE)

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