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PSD se divide sobre vaga em Ministério de Dilma

PSD se divide sobre vaga em Ministério de Dilma

13 dezembro 2011 - 15h30
IG

Às vésperas da provável reforma ministerial, o PSD ainda divide-se sobre a presença ou não do partido numa das 38 cadeiras da Esplanada dos Ministérios. Oficialmente, o presidente nacional do PSD e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, defende que o partido não deve aceitar convite para o governo e, desse modo, manter-se independente. Na prática, no entanto, os deputados do PSD têm seguido à risca as orientações de voto do Palácio do Planalto e, por isso, começam a reivindicar “espaço” no governo.

“Eu respeito a decisão da maioria do partido em não querer vaga em ministério. Mas, pessoalmente, gostaria de ver o PSD mais próximo do governo da presidenta Dilma Rousseff”, afirma o deputado Diego Andrade (PSD-MG). “Eu fiz campanha para Dilma e tenho uma gande admiração por ela”, ressalta congressista que foi eleito pelo PR.

Semanalmente, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, tem recebido deputados do PSD. Segundo o iG apurou, “o flerte é constante”. Sobretudo porque a maioria dos congressistas da nova legenda deixou a oposição com a finalidade de se aproximar do governo. Dilma está satisfeita com a postura do PSD no Congresso. Nas últimas votações, como a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), o partido tem apoiado em peso os projetos de interesse do governo.

Recém-saído do PPS, Geraldo Thadeu (PSD-MG) elogia a tese de “independência” do partido. “Isso é uma novidade na política atual”, afirma. Porém, ele diverge de Kassab caso haja uma proposta uma real por parte do Planalto. “Nós estimulamos a presidenta Dilma a fazer um reforma ministerial. E se o PSD receber um convite para ir para o Ministério, a gente tem de reunir o partido e decidir o que faz”, explica.

Homem de confiança de Kassab na Câmara, o líder do PSD, Gulherme Campos (SP), admite a aproximação. “Sempre existem conversas sobre isso (vaga em ministério)”, afirma. “No entanto, não é objetivo do partido nesse momento. Queremos consolidar nossa força nas eleições municipais”, completa o congressista paulista.

O PSD quer ficar, sobretudo, livre para fazer alianças nas eleições municipais. Em São Paulo, por exemplo, negocia uma parceira com o PSDB. Apesar de os tucanos terem lançado quatro pré-candidatos, o PSD ainda tenta articular uma aliança em torno de Afif Domingos, vice-governador de São Paulo.

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