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Rastreamento de celular coloca cunhado de jovem em cena do crime

Rastreamento de celular coloca cunhado de jovem em cena do crime

13 dezembro 2011 - 14h20
G1

O rastreamento do celular de Sandro Dota, cunhado e principal suspeito de matar a universitária Bianca Ribeiro Consoli, de 19 anos, revelou que ele esteve na cena do crime. Além do celular, a polícia tem outras evidências de que o suspeito matou a universitária - um exame de DNA realizado em uma mancha de sangue encontrada na calça dele e uma testemunha protegida que o viu saindo da casa de Bianca minutos depois do crime. Dota alega inocência.

A jovem foi assassinada em 13 de setembro, na casa onde morava com a família, na Zona Leste. O corpo dela apresentava sinais compatíveis com estrangulamento. Segundo a polícia, o cunhado entrou na residência para roubar, porque ele descobriu que o pai de Bianca guardava dinheiro na casa. Por isso, o suspeito irá responder por latrocínio - roubo seguido de morte.

Quando saía da sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro da cidade, o suspeito falou rapidamente com a imprensa. “Sou inocente. Amo minha esposa”, afirmou enquanto era levado ao carro de polícia que o levou ao Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. Ele passou a noite no DHPP e deve ser transferido para uma delegacia – entretanto, o destino ainda não foi definido.

Para a Polícia Civil, o assassinato foi solucionado. “O caso Bianca está encerrado. O Sandro está preso”, disse o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP.

O crime
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Bianca estava sozinha em casa na data do crime. Seus pais haviam saído para trabalhar. A tia da jovem, que mora em uma residência ao lado, estranhou o fato de a janela vizinha estar aberta e o televisor e as luzes, ligadas.

Por volta das 20h, a mãe de Bianca chegou e, por estar sem a chave do portão, pediu para um sobrinho de 10 anos pular o muro para destrancá-lo. Quando a tia e a mãe entraram, encontraram a jovem caída na sala perto de uma porta que dá acesso à sacada.

No dia em que foi achada morta com ferimentos no pescoço, Bianca postou mensagens na página pessoal dela em um site de relacionamentos. Às 12h17 estava escrito “As coisas estão dando certo”, em seguida, aparecia um asterisco e um sorriso estilizado. Às 13h14, escreveu “Deus”, seguido de uma imagem de um coração.

As informações na rede social de Bianca na web foram analisadas pelos investigadores na tentativa de chegar a algum suspeito de ter matado a aluna do curso de administração de empresas. Bianca tinha acabado de conseguir um emprego. Começaria a trabalhar no dia 19 de setembro. Nada foi levado da casa. No dia do crime, ela estava com o dinheiro para pagar a taxa de inscrição de um concurso público. Esse dinheiro também ficou na bolsa dela.

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