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Política

Aquário do Pantanal é problema de polícia, diz Azambuja

Governador rebate crítica de André Puccinelli sobre obra paralisada na Capital

30 novembro 2015 - 12h39Por Fonte: correiodoestado
Atraso na conclusão do Aquário do Pantanal seria problema de polícia, conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O empreendimento, inclusive, passa por auditoria e investigação. Há evidente descontentamento do chefe do Executivo com a obra inacabada e com as críticas de seu antecessor.

Em entrevista publicada pelo Correio do Estado, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) pontuou que “intenção política” paralisou as obras iniciadas em 2011. Ao menos R$ 34,2 milhões, neste caso, teriam sido aprovisionados do Fundo de Compensação Ambiental para concluir o aquário até março do ano passado. Fato que, evidentemente, não se concretizou.

Para Azambuja, seu antecessor errou as palavras ao tratar a questão como política e não por seu viés policial. Isso porque auditorias constataram medições equivocadas e repasses extras sem que etapas do cronograma fossem cumpridos pelas empreiteiras. “O aquário será concluído no nosso mandato, mas nunca escondi meu descontentamento em aplicar R$ 200 milhões em uma obra”, frisou.

SEM PRAZO

O canteiro de obras virou alvo de disputa judicial depois que a subcontratada Proteco Construções foi denunciada pela Polícia Federal como beneficiária em desvio superior a R$ 12 milhões na execução de obras públicas. A proprietária do contrato, Egelte Engenharia Ltda, recorreu a Justiça para não ter que retomar os trabalhos.

Há duas semanas, tudo parou no Aquário do Pantanal. O governo decidiu suspender por 120 dias o contrato com outras cinco empresas que terminavam tubulações, tanques, forro e sistema de ar condicionado. A Ruy Othake Arquitetura e Urbanismo Ltda, que projetou a estrutura, terá que apresentar laudo da situação atual do espaço, bem como os possíveis efeitos da paralisação.

Técnicos da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) estimam que seja necessário ao menos R$ 1 milhão para concluir a obra. O projeto, orçado inicialmente em R$ 87 milhões, já ultrapassa a cifra de R$ 300 milhões. Todo o processo é acompanhado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

RISCO À SAÚDE

Durante o impasse para a conclusão da obra esta acabou se tornando o maior ponto de reprodução do aedes aegypit, ou mosquito da dengue, na Capital. Lambaris chegaram a ser colocados as pressas para controlar o vetor que se desenvolvia em jardins internos e tanques. Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) ressaltou que deve esvaziar os espaços e cobri-los com telhas metálicas para reverter o problema constatado por equipes da vigilância sanitária.

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