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Depois de cortes de energia, moradores de favela protestam

Prefeitura promete transferir famílias para lote até janeiro do ano que vem

10 dezembro 2015 - 12h44Por Fonte: correiodoestado
Moradores da favela Cidade de Deus, localizada no bairro Dom Antônio Barbosa, protestam na manhã desta quinta-feira (10) depois de vários cortes no fornecimento de energia feito pela concessionária.
Revoltados com a situação, os moradores bloquearam a BR-262, que passa em frente ao aterro sanitário da Capital, com pneus e até sofás.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram até o local e a pista continua bloqueada mesmo depois que os militares apagaram o fogo colocado nos pneus.
A PRF não informou se houve congestionamentos.

Informações preliminares indicam que equipes da Energisa foram até a favela com escolta a Polícia Militar e realizou o corte.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Energisa, mas nenhuma ligação foi atendida até o momento.

PROMESSA

As famílias que moram na Cidade de Deus serão remanejadas em janeiro de 2016, segundo assegurou o prefeito Alcides Bernal (PP) nesta segunda-feira (7). Conforme o prefeito, essas pessoas receberão um lote em um local próximo de onde já moram.

Bernal não divulgou o local exato para onde serão levadas as famílias, se limitando a dizer que “há vários locais sendo trabalhados tecnicamente” para receber os moradores.
O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Dirceu de Oliveira Peters, disse ao Portal Correio do Estado que os lotes não serão doados aos moradores, mas que ainda está sendo estudado uma forma para que as famílias paguem pelo terreno.

Bernal ressaltou ainda que só serão beneficiadas famílias que “são verdadeiramente moradoras da região e que foram cadastradas e identificadas”.
O prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) cogitou realocar provisoriamente as famílias da Cidade de Deus para um terreno no Jardim Noroeste em 2014, porém, os moradores se recusaram a mudar de um barraco para outro e disseram que só saíram para uma casa de alvenaria.

Sobre o fato de realocar as famílias para um lote sem construção, Peters descartou a possibilidade de haver problemas com os moradores, já que o local para onde eles serão levados seria uma área definitiva e fica próximo de onde já moram, além de afirmar que elas receberão suporte da administração municipal, como garantia de água e energia elétrica.

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