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Polícia

Empregados de atacadista desviaram R$ 500 mil em pagamentos fantasmas

30 novembro 2015 - 11h19Por Fonte: correiodoestado
Auxiliar administrativo e dois motoristas são apontados pela polícia como autores de esquema de fraude, em que pagamentos de fretes fantasmas eram feitos e quase meio milhão de reais foram desviados do Atacadão, localizado na Avenida Coronel Antonino, Bairro Morada Verde, em Campo Grande. Euredes Lopes de Freitas, 42 anos, José Romero de Lima, 41, e Antônio Pereira Sobrinho, 57, integravam o grupo criminoso que agiu durante quase dois anos.

O caso foi esclarecido no último dia 24 e mostrado na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), pelo delegado Reginaldo Salomão, na manhã desta segunda-feira (30). Segundo a autoridade policial, apesar de ter ocorrido desde o começo do ano passado, o caso foi denunciado somente no início deste mês.

Ele explica que Euredes era o mentor do esquema e exercia há 18 anos, a função de auxiliar administrativo na empresa. Ainda, que elaborou o plano de fraude durante férias de uma supervisora. “Desconfiava de uma série numérica e foi tentando até descobrir a senha do sistema de liberação de pagamentos. Então, convidou os demais que atuavam como motoristas terceirizados para ingressar no esquema”, disse Salomão.

O delegado explica que diariamente era desviado de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. “Grandes remessas de mercadorias compradas pelo Atacadão que tinham o frete incluso, ele pagava como tivesse sido cobrado. Com a senha que era restrita à supervisora, liberava os pagamentos para contas bancárias dos dois comparsas, diariamente. No fim da semana se encontravam e dividiam o valor. A fraude ocorria desde 2014 e neste período foram desviados cerca de R$ 450 mil”, pontuou a autoridade.

SUSPEITAS

Responsáveis pelo setor financeiro suspeitaram do desvio de dinheiro ao perceberem prejuízo na venda de algumas mercadorias. Foi feita varredura no sistema e a polícia comunicada. O chefe do esquema foi identificado por meio de rastreamento no sistema de informática. “Constatamos que uma segunda pessoa tinha a senha e verificamos que os acessos partiam da máquina que era ocupada por Euredes, sendo que ele não tinha autorização para tal acesso”, disse o delegado.

Euredes foi encontrado no dia 24 e encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Em depoimento, revelou a dinâmica da fraude e apontou os comparsas. Antônio agiu no esquema até o fim do ano e saiu por medo de ser preso, enquanto os demais continuaram até o desvio de dinheiro refletir no prejuízo de vendas.
Todos prestaram depoimentos e foram liberados, já que não houve situação de flagrante. Responderão em liberdade pelo crime de furto mediante fraude e qualificado pelo concurso de pessoas.

Foram recuperados com os integrantes do grupo criminoso R$ 54 mil. A polícia trabalha para identificar bens adquiridos com o dinheiro ilícito e entrar com pedido de apreensão.
Em nota, o Atacadão afirmou que repudia a atitude do funcionário, confira o texto. "A rede informa que repudia integralmente a conduta do seu colaborador e dos demais envolvidos.

A companhia ressalta ainda que o fato é pontual e isolado e que não condiz com sua política comercial, em linha com a legislação vigente. A empresa segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações".

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