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Vereadora do PTB provoca ainda mais indefinições às vésperas das convenções

Vereadora do PTB provoca ainda mais indefinições às vésperas das convenções

05 junho 2012 - 11h25
Jornal Regional




O anúncio da pré-candidatura da vereadora Lourdes Monteiro pelo PTB provoca um ‘tsunami’ na sucessão municipal em Ponta Porã às vésperas do início do prazo para as convenções partidárias, no próximo dia 10 de junho.

Insatisfeita no bloco onde até então estava na qualidade de pré-candidata a vice-prefeita encabeçado pelo PR, a parlamentar petebista foi até a capital do Estado e obteve aval da Executiva estadual para lançar o PTB no tabuleiro sucessório com possibilidade de candidatura própria a prefeito (a), abrindo diálogo com todas as correntes políticas no município.

O JORNAL REGIONAL apurou que o descontentamento da vereadora na aliança protagonizada tiveram vários desdobramentos. Um deles se refere à posição adotada pelo Democratas, que mesmo pertencente ao bloco, requereu na Justiça Eleitoral o mandato da vereadora, visando beneficiar o primeiro suplente, Agnaldo Pereira, que é um dos braços direito do pré-candidato a prefeito do PR, inclusive participando diariamente de reuniões patrocinadas pelo pré-candidato a vereador pelo DEM.

Isso acabou gerando uma insatisfação muito grande nos aliados da vereadora Lourdes Monteiro. Outro detalhe que pesou na decisão dos petebistas foi a ingerência interna no PTB pelo pré-candidato a prefeito pelo PR. Nas reuniões realizadas no escritório político, sempre foi colocado que as decisões do PTB somente seriam referendas após a anuência do pré-candidato a prefeito, que estrategicamente filiou vários aliados na legenda petebista.

Nos bastidores da aliança PR-PTB-DEM sempre foi colocado que o controle do PTB de Ponta Porã estava nas mãos do PR e que somente a presidência do partido foi ‘cedido’ à vereadora, como isca para atrai - lá ao bloco.

Da relação de pré-candidatos a vereadores do PTB, pelo menos oito deles são diretamente ligados ao pré-candidato a prefeito do PR. A vereadora Lourdes Monteiro chegou a não ser convidada para algumas reuniões no escritório político da aliança, numa clara demonstração de alijá-la das decisões internas mais importantes. Esse desgaste provocou o afastamento natural da vereadora do bloco.

Outro detalhe que pesou sobremaneira no rompimento do acordo do PTB com o PR, pelo menos neste momento, foram os compromissos financeiros assumidos e que estavam recaindo sob a vereadora Lourdes Monteiro para quitá-los. “O compromisso político começou a ficar desigual quando começaram a chegar contas patrocinadas pelo pré-candidato a prefeito do PR”, destacou um interlocutor que vivencia dia a dia a movimentação no bloco.

Segundo ele, em uma das reuniões realizadas, o DEM se eximiu de qualquer responsabilidade no pagamento de contas atribuídas ao bloco. Recaiu então sob o PTB os compromissos financeiros assumidos com pré-candidatos a vereador e patrocínio de eventos e reuniões nos bairros.

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