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HU/UFGD prepara corte de atendimentos caso repasse da Prefeitura não aumente

26 julho 2012 - 00h00
*Fonte: UFGD


Frente à ausência de nova contratualização, que aumente de R$2 milhões para R$ 3,3 milhões o valor do repasse mensal do Fundo Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados para custear os atendimentos do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU/UFGD), a direção do hospital está preparando a redução dos serviços já a partir da semana que vem.

A previsão é: fechar 06 leitos na UTI Adulto e 04 leitos na UTI Pediátrica, que não foram habilitados e por isso atendiam a população sem receber o financiamento; diminuir gradativamente os atendimentos ambulatoriais, incluindo as áreas de Ginecologia e Obstetrícia; atender apenas vagas referenciadas como de alto risco na Maternidade; reduzir o quantitativo de exames; e reduzir os leitos para HIV/Aids que foram habilitados, mas não recebem financiamento. O documento com essas ações será entregue provavelmente amanhã (26) para a Secretaria Municipal de Saúde.

A medida busca adequar a quantidade ao custo dos atendimentos, tendo em vista que o HU/UFGD vem desde o ano passado arcando com um déficit de mais de R$ 1 milhão mensal. Em 2011, o déficit foi de R$ 8 milhões. Em 2012, com quatro meses de repasses de apenas R$ 2 milhões, o hospital está com uma dívida de mais de R$ 4,5 milhões.

Além disso, a Prefeitura está com repasses atrasados de aproximadamente R$ 400 mil que podem afetar a folha de pagamento dos servidores da Fundação Municipal de Saúde e Administração Hospitalar de Dourados.

Para chegar ao valor de R$ 3,3 milhões, o HU/UFGD realizou estudos desde dezembro de 2011 e apresentou anova proposta de contratualização em abril de 2012 para a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o diretor geral do HU/UFGD, Wedson Desiderio Fernandes, tanto a Secretaria Municipal, quando o Governo Estadual e o Ministério da Saúde concordam que o valor é justo e necessário, porém não assinam a nova contratualização e a dívida do hospital vai aumentando mês a mês.

“Infelizmente, não temos condições de arcar com a falta de mais de R$ 1 milhão por mês, então teremos que fazer os cortes para reequilibrar as contas e conseguir gerir o hospital”, afirmou o diretor.

Sem a redução dos serviços são realizadas mensalmente aproximadamente 3,5 mil consultas, 700 internações, 250 cirurgias, 350 partos e ocupação permanente das UTIs.

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