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Jovens de MS aprovados na OAB dão dicas de como passar no exame

04 maio 2012 - 10h14
Do G1 MS


Com uma jornada diária de aproximadamente 12 horas de estudo, o campo-grandense Bruno Duarte Mello, 20 anos, foi um dos mais novos que conseguiram ser aprovados na 2ª fase do VI Exame Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O resultado final foi divulgado na tarde desta quinta-feira (3).

Mello é deficiente sensorial e não enxerga desde os 6 anos. O acadêmico, que cursa o 9º semestre de Direito em uma universidade particular, relatou ao G1 que nunca mediu esforços para conseguir lugar de destaque e enfatizou que não se considera inteligente, mas uma pessoa focada nos objetivos. Um deles é ser juiz do trabalho.

“Sempre busquei o melhor para me destacar. Infelizmente a gente vive em uma sociedade preconceituosa, onde se um cego for igual aos outros, ele perde porque tem um ponto negativo. Minha chance de crescer é tentar ser melhor do que os outros”, pontuou o estudante.

Desde agosto de 2011, a rotina de Bruno Mello foi constituída pelas aulas da universidade, cursinho preparatório para o exame da Ordem e horas de estudo em casa.

“Para ter essa dedicação toda, abri mão de muita coisa: de estar mais tempo com a família e amigos, da banda, do judô, parei minha vida para essa prova. Em função de eu ter me preparado, tinha convicção de que seria aprovado. Quando saiu o resultado, foi um alívio muito grande, pois o sacrífico que eu tive valeu a pena”, contou o jovem.

'Balada de lado' para estudar
Quem comemorou também foi a acadêmica de Campo Grande Cynthia Belchior Rodrigues Vieira, 21 anos, ao ver o seu nome na lista de aprovados da 2ª fase. A jovem também cursa o 9º semestre de Direito em uma universidade particular.

Ao G1, Cynthia ressaltou que a determinação e a disciplina nos estudos foram fundamentais para que ela fosse aprovada. Durante meses, segundo ela, deixou de sair, de frequentar 'baladas' e até festas de família para estudar para o exame.

“Como trabalho durante o dia e vou para a universidade à noite, precisava aproveitar todo o tempo livre que tinha para estudar. Minha família ficava meio chateada, mas depois acabava entendendo”, disse.

Além de estudar em casa, a jovem frequentou aulas de um cursinho preparatório aos sábados. “Para fixar bem a matéria, passava os domingos revisando conteúdo dado em sala de aula”, contou.

Cynthia relatou que entrou no curso de Direito aos 16 anos e sempre teve certeza da escolha da profissão. “Desde pequena eu dizia que queria ser advogada e não me imagino em outra profissão”, afirmou.

O advogado e professor universitário Maucir Pauletti afirmou que os alunos estão entrando cada vez mais novos nos cursos de Direito. “Analisamos isso de uma maneira positiva. Apesar da pouca idade, os jovens demonstram que estão preparados para assumir as responsabilidades da profissão”, analisa o advogado.


Exame
A segunda fase do VI Exame Unificado da Ordem foi realizada no dia 25 de março. Participaram os candidatos que foram aprovados na primeira fase. Segundo a OAB, em todo o Brasil foram aprovados quase 26 mil candidatos.

Na prova, os candidatos precisaram redigir uma peça processual e responder a quatro questões, sob a forma de situações-problema, compreendendo as seguintes áreas de opção do bacharel, indicada no momento da inscrição: direito administrativo, direito civil, direito constitucional, direito do trabalho, direito empresarial, direito penal ou direito tributário.

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