Menu
Busca terça, 07 de julho de 2020
MS

Justiça mantém preso condenado de torturar criança de 2 anos em MS

10 novembro 2015 - 11h20Por Fonte: riobrilhantenews
A 1ª Câmara Criminal negou o recurso e manteve preso Jhonnis Alberto Gomes Corrêa que foi condenado a cinco canos e oito meses de prisão em regime fechado por ter torturado uma criança, em dezembro de 2014, conforme divulgado nesta segunda-feira (9), pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). Em outubro de 2013, a menina tinha 2 anos e foi até colocada dentro de uma máquina de lavar roupa, na casa onde morava com a mãe em Campo Grande.

A vítima era filha da namorada dele que foi mantida em cárcere privado. Segundo os autos, ele submeteu a criança a sofrimento físico e mental intensos como forma de castigo. Jhonnis não permitia que a criança adormecesse e obrigou-a a ingerir bebidas alcoólicas. Além disso, tentou afogá-la no chuveiro e chegou a colocá-la dentro de uma máquina de lavar roupas ligada e fechada.

No recurso, o autor requereu absolvição por falta de provas e ainda pediu a desclassificação da conduta para o crime de violência doméstica. Caso a condenação seja mantida, pediu a redução da pena-base. O Ministério Público se manifestou pelo não provimento do recurso.

O relator do processo, desembargador Manoel Mendes Carli, entendeu que a materialidade e autoria do crime estão comprovadas pelos boletins de ocorrências, pelo prontuário de atendimento, laudo pericial, relatório psicossocial, além da palavra da própria vítima e demais testemunhas.

Conforme os autos, Jhonni disse achava a menina muito “mimada” e, por isso, causou sofrimento a ela, como castigo. Assim, o pedido de desclassificação da conduta para violência doméstica foi negado.

Relacionamento violento

De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, que apura o caso pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a vítima relatou que foi morar com o namorado no dia 23 de outubro por insistência dele. Ela diz que aceitou, "mas para passar um tempo".

No dia seguinte à mudança, na versão da jovem, o homem passou a ficar agressivo. Os episódios de violência contra ela e a filha seguiram durante a semana até a sexta-feira (25), quando a garota conseguiu convencer Corrêa a deixar a menina com a avó materna. Ainda conforme o depoimento da vítima, o suspeito impôs a condição de que a criança não podia contar a respeito das torturas.

A jovem relata que aproveitou o momento para escrever um bilhete. "Pedi para a minha mãe cuidar dela [criança] e colocar créditos no meu celular", conta.

Segundo o delegado, a avó percebeu as lesões no corpo da garota e a levou para uma unidade de saúde pública. No local, a equipe que atendeu a paciente identificou que as marcas se tratavam de agressões e orientou a avó a registrar boletim de ocorrência.

Durante esse processo, a jovem continuava sendo mantida em cárcere pelo namorado. No dia 27 de outubro, segundo o delegado, o casal foi até a casa de um parente do suspeito. Do local, a vítima conseguiu mandar um torpedo para um amigo contando onde estava. "No fim da tarde apareceu a polícia", relata a vítima.

Todos os relatos contados pela garota são negados por Corrêa. "Eu não fiz isso. A mãe dela está com raiva de mim por causa de uma ex. Por isso ela está fazendo tudo isso", disse o rapaz na delegacia antes de prestar depoimento.

Deixe seu Comentário

Leia Também

NOTÍCIAS
Taxas de condomínio e IPTU são devidas até data de distrato do negócio
ORDEM DO DIA
Aprovado direito de incluir nome do cônjuge em faturas
SAÚDE
Mato Grosso do Sul tem 128 mortes por coronavírus e 10.687 confirmados
MS
Inteligência, investimento e integração das polícias consolidam MS como um dos estados mais seguros do País