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Sem paradeiro

Menina de 12 anos deixa carta no quarto e está desaparecida há 5 dias

19 julho 2016 - 09h30Por Correiodoestado
Maria Eduarda Oliveira Ávila, de 12 anos, fugiu de casa na quinta-feira (14) com medo de que os padrinhos, com quem ela mora há dois anos, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, a obrigassem a passar uns dias na casa do pai adotivo.

Esse motivo foi relatado em carta escrita pela adolescente e que foi encontrada pelo padrinho, na quarto da jovem.

Ela foi vista pela última vez sozinha, no sábado (16), por volta das 2h, em lanchonete no terminal Júlio de Castilho, onde ela havia pedido um lanche à dona do estabelecimento. O padrinho foi ao local e mostrou fotos da jovem a proprietária, que confirmo que a viu no sábado.

Um dia antes de fugir, na quarta-feira (13), os padrinhos de Maria Eduarda pediram que ela fosse passar uns dias com o pai, que mora no Bairro Itamaracá, em Campo Grande, conforme contou a irmã da menina, a pedagoga Daiani Critina Cerutti, de 30 anos.

A suspeita da família é de que esse período com o pai adotivo manteria a adolescente distante do namorado dela, que tem 19 anos, e mora perto dos padrinhos.

"Apesar de ela ter escrito na carta o motivo pelo qual fugiu, a gente acredita que seja outro, que ela não quis ficar longe do rapaz", contou Daiani.

Ao Portal Correio do Estado, a pedagoga reclamou que fez boletim de ocorrência, mas a polícia não estaria ajudando, nem mesmo o Conselho Tutelar. "O Conselho Tutelar fala que como ela deixou uma carta, é obrigação dos pais cuidar dela", disse a pedagoga.

A CARTA

A carta foi encontrada pelos padrinhos da menina. Na quinta-feira, ao baterem na porta para acordar a afilhada, perceberam que a mesma estava trancada. Ao pegarem a chave reserva e abrir a porta, constataram que o ventilador estava ligado e Maria Eduarda não estava lá, foi então que encontraram a carta deixada por ela.

Conforme Daiani, esta não é a primeira vez que a irmã fugiu. "Há três meses ela fugiu com o namorado. Na ocasião registrei boletim de ocorrência e ele ficou impedido de chegar perto dela", detalhou.

A família de Maria Eduarda já foi na casa do namorado, mas lá informaram a eles que a adolescente não está. "Mas em nenhum momento se ofereceram para procurá-la. Ele (namorado) está muito calmo diante da situação", apontou Daiani.

NAMORO

O namoro com o rapaz de 19 anos começou no ano passado, e, desde então, a família de Maria Eduardo alega que ela mudou em muitas atitudes tomadas. "Ela sempre foi bem tranquila e centrada. Mas desde que conheceu esse menino ficou rebelde e a coisa desandou. Os estudos estão melhorando agora, mas no ano passado ela chegou a reprovar de ano", observou.

"Meus pais e eu sempre conversamos e aconselhamos ela. Em nenhum momento eles proibiram ou prenderam ela em casa", contou Daiani. "Temos uma amiga que é psicóloga e que está nos orientando muito bem. Não vamos brigar com ela, só queremos que ela volte para casa", disse.

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