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No Dia Mundial da Saúde, Diabetes entre crianças preocupa na Capital

07 abril 2016 - 14h43Por Fonte: midiamax
Para conscientizar a população a respeito dos vários aspectos que envolvem a nossa vitalidade e bem estar, é comemorado no dia 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde. Afinal, um dos pilares fundamentais para levar o dia dia mais "tranquilo&favorável" chama-se: vida saudável. O tema deste ano é diabetes, a doença que nos últimos tempos, juntamente com a obesidade, já é considerada uma pandemia no país.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia informa que pelo menos 170 milhões de pessoas sofrem da doença atualmente. Em 2025, este número deverá atingir 300 milhões. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes e metade delas desconhece sua condição. A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) informou não será realizada nenhuma ação especial hoje (7), somente no dia 26 de abril.

Segundo os últimos dados do Vigitel (Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico) do ano de 2014, os adultos da nossa cidade morena que referiram diagnóstico médico prévio de diabetes foi 7,7%, sendo 8,4% mulheres e 6,9% homens. São 22 mil pacientes diabéticos atendidos na Capital, desses, 5 mil são insulinodependentes e 1.400 fazem parte do programa que oferece controle glicêmico (equipamentos de auferição e tiras de glicemia). Conforme informações da prefeitura, mutirões de entrega dos novos equipamentos de medição estão sendo realizados no Centro de Especialidades Médicas (CEM), momento em que os pacientes trocam os antigos equipamentos pelos atuais e recebem treinamento para o uso correto.

DM2

A preocupação com a quantidade de açúcar ingerida não é coisa só de gente grande não. Outra crescente que vem assustando os médicos, é o aumento de crianças nos consultórios por conta da diabete tipo 2 (DM2), a mais perigosa por ser assintomática. A endocrinologista Renata Antonialli explica melhor, "Temos esse dois tipos de diabetes, a tipo 1 (DM1) é autoimune, caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. A tipo 2 se desenvolve com o tempo, de acordo com o estilo de vida que cada um leva. Atualmente as crianças possuem hábitos alimentares muito ruins, fora o sedentarismo.

Os pais precisam ficar de olho" aconselha. A médica ainda fala que se os pequenos estão acima do peso, a propensão para doença aumenta e que a prevenção não se dá somente diminuindo o açúcar, "É preciso estar atento não só com o que contém glicose, mas sim com qualquer alimento que seja calórico: fast food e salgadinhos, por exemplo. Essas crianças consomem muita caloria e não gastam depois, ficando sedentárias em casa, isso é o reflexo da vida moderna" acredita.

Ficar o dia na frente do computador e de hora em hora abrir a geladeira para beliscar uma comidinha, pode entrar para a lista de mudanças comportamentais que os pais devem fazer com urgência. A Doutora recomenda mesclar uma alimentação sadia com atividades físicas, "Não estou falando unicamente de atividades esportivas, mas também brincadeiras que envolvem movimento com o público infantil. Campo Grande já apresenta espaços voltado para isso, basta se informar e procurar. A dica é: não deixe seu filho o tempo inteiro dentro do apartamento, combata a doença com energia".

Em Campo Grande são 201 crianças atendidas, sendo que 35 deixarão o programa pois atingirão idade adulta (18) anos nos próximos meses.

Sintomas

Para descobrir se seu filho tem diabetes é importante saber como identificar os sintomas. Alguns deles são caracterizados pelo excesso de sede e de urina, e pela perda de peso. Por exemplo, algumas crianças voltam a urinar na cama ou acordam com frequência para beber água no decorrer da madrugada. Ao perceber estas ocorrências, é fundamental consultar um endocrinologista pediatra de imediato.

O tratamento para o diabetes pode ser ou não efetuado através da aplicação de insulinas, sendo primordial uma avaliação com um endocrinologia pediátrico. A automonitorização da glicemia, a educação em diabetes, a prática de atividade física e o controle nutricional são necessidades comuns e importantes em qualquer faixa etária de pacientes com DM1, tanto nas crianças quanto nos adultos, e precisa fazer parte da rotina de tratamento.

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