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Número de empreendedores individuais cresce a cada ano

01 agosto 2012 - 00h00
*Fonte: Dourados news


Milhões de brasileiros sonham, todos os dias, em começar o próprio negócio, mas para 2,7 milhões de pessoas, este sonho é uma realidade. É esse o número de empreendedores individuais no Brasil, de acordo com o Sebrae. São pessoas que formalizaram seu pequeno negócio e, hoje, além de receberem uma série de incentivos do governo, contribuem para a economia do país.

Mas não é qualquer negócio que entra nessa categoria. Para ser um empreendedor individual, o novo empresário deve se enquadrar em algumas características e, quem as explica, é Reginaldo José da Silva, contador e professor da UNIGRAN. “São pessoas que, em sua maioria, realizam atividades dentro da informalidade e, depois de formalizados, podem ter um faturamento mensal de R$ 5.000,00 e um funcionário registrado”, explica.

Por outro lado, os benefícios também são vários. “Ele tem direito a linhas de crédito específicas para microempreendedores e, na folha de pagamento, só pagará 8% de FGTS e 3% de INSS, ao passo que as demais empresas têm suas taxas de INSS entre 11% e 20%.”, enumera o professor. Microempreendedores também possuem facilidades na hora de pagar os tributos e contribuem com a Previdência Social.

Todo esse incentivo mostra resultado nos números. Segundo o Sebrae, antes, apenas 50% das empresas nascidas no Brasil sobreviviam aos primeiros anos de atividade. Hoje, este número subiu para 73%. E um dos requisitos principais para alcançar esse sucesso é saber separar o que é dinheiro da empresa e o que é dinheiro pessoal.

“O perigo em misturar as rendas é que, em certo momento, você não sabe até que ponto o seu negócio está te dando lucro ou quando você tira dinheiro pessoal para cobrir as despesas da empresa”, alerta Reginaldo. No início, é normal investir o próprio dinheiro para o desenvolvimento da empresa, mas isso não pode durar para sempre. O contrário também é perigoso, quando a empresa paga as contas pessoais do dono. “Ele tem que ter um limite que pode retirar do negócio para se sustentar, o restante é da empresa”, diz.

Para isso, o professor dá alguns conselhos. “O empreendedor pode fazer uso de planilhas para registrar a receita mensal e os custos e despesas, até como forma de gerenciar melhor sua atividade”, sugere. Acima de tudo, porém, é importante contar com o auxílio profissional do contador.

“O empreendedor não só pode como deve procurar um escritório de contabilidade ou até o próprio Sebrae. O contador será um orientador que caminhará junto com o empresário, trabalhando com documentos e auxiliando com o aspecto fiscal”, conta Reginaldo. É importante destacar que não importa o tamanho da empresa, o conhecimento profissional do contador é sempre válido.

Para os empreendedores que ainda não legalizaram seus negócios, o procedimento é simples, basta ter em mãos RG, CPF e comprovante de residência, acessar o portal www.portaldoempreendedor.gov.br e se cadastrar. No site também é possível encontrar outros dados e mais informações sobre o empreendedor individual.

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