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Páscoa na fronteira tem chipa e sopa paraguaia da Nha Ramona assada na "Tatakua"

Páscoa na fronteira tem chipa e sopa paraguaia da Nha Ramona assada na "Tatakua"

24 março 2016 - 08h45





A tradição na fronteira do Brasil com o Paraguai, unindo Ponta Porã e Pedro Juan Caballero permanece sendo um ritual de sabores e cultura que passa de geração para geração.
Nha Ramona (mãe do Marcelino Nunes de oliveira) confecciona na semana santa a sua tradicional chipa e sopa paraguaia sendo assado na moda antiga na "Tatakua", com auxilio da sua sobrinha Josefina Benites.

Froilana Ramona Cabrera, Nha Ramona aos 74 anos tem uma receita de família que "não conta pra ninguém", mas para Marcelino o segredo "é o amor que ela coloca junto da massa que faz a diferença no sabor da chipa e sopa paraguaia".

A produção das iguarias começou na quarta-feira, dia 22 de março, sendo feito primeiro a chipa, que tem maior durabilidade, de até uma semana, e na quinta-feira, dia 23 de março, pela manhã é preparada a sopa paraguaia, que pode ser consumida no máximo até três dias depois de pronta.

Os historiadores contam que Don Carlos Antonio López, presidente do Paraguai entre 1841 e 1862, gostava muito do Tykuetï (ou "sopa branca").

Um dia, a cozinheira adicionou na sopa mais farinha de milho, cozinhando o prato dentro do Tatakuá, um forno feito com barro e tijolos. Com isso, o Tykuetï deixou de ser líquido para ser sólido. Quando o presidente o experimentou, achou muito saboroso e passou a chamá-lo de "Sopa paraguaia".

O prato faz parte das tradições populares do povo paraguaio, assim como também a Chipa, a Chipa Guazú, o tereré, as polcas e as guarânias.

A Sopa paraguaia é um bolo salgado feito à base de milho, sendo bastante consumido na República do Paraguai. Quem conhece a história sabe que parte do Mato Grosso (agora Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) era território paraguaio. Além disso, tais estados possuem hoje, dentro do Brasil, a maior quantidade de migrantes paraguaios radicados, vindo daí a grande influência e presença cultural do Paraguai nesta região brasileira.

Além da música, a gastronomia mato-grossense e sul-mato-grossense também possui elementos que remetem ao Paraguai.

Receita da Sopa paraguaia:

500g de farinha de milho, moída na hora, fresca e natural. O segredo está aqui, na farinha de milho. Não leva fubá nem fubá saboró ou polentina.

2 litros de leite

800g de queijo Paraguay (no Brasil, pode-se usar queijo Meia Cura)

3 cebolas grandes

3 colheres de óleo de milho

3 ovos

Sal

150 gr. de banha ou, se preferir, manteiga ou margarina

Receita da Chipa Ingredientes:

3 copos de polvilho doce

3 copos de queijo minas ralado (ou muçarela ralada)

2 ovos

1 colher (sopa) fermento em pó

3 colheres (sopa) margarina

leite até dar o ponto (aproximadamente 1 xícara)


Preaqueça o forno.

Misture todos os ingredientes (menos o leite) até formar uma farofa. Vá acrescentando o leite aos poucos até
formar uma massa maleável e que não gruda na mão. Faça bolinhas do tamanho de bolas de pingue-pongue.
Em seguida, faça um rolinho dessa bolinha, deixando as pontas mais afinadas. Vá dobrando devagar para não quebrar a massa, formando uma ferradura.

Coloque em uma assadeira (sem untar) e leve ao forno médio preaquecido por 15 a 20 minutos (até dourar levemente) e pronto!

Rendem aproximadamente 25 chipas.

Se não quiser assar todas, coloque na assadeira (cruas mesmo) já no formato de ferradura e leve ao freezer por algumas horas. Depois é só guardá-las em um saquinho no freezer.

No dia que quiser uma chipa quentinha e só preaquecer o forno por 15 minutos . Deixe assar por 20 minutos (até dourar).


Assessoria/Lile Corrêa

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