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Coronel Sapucaia

Perito detalha frieza de acusado de matar seis pessoas da própria família em incêndio

17 junho 2014 - 12h27Por Fonte: Douradosnews
O perito criminal Amilcar da Serra, responsável pelos levantamentos referentes ao incêndio criminoso que matou seis pessoas - um bebê de nove meses, uma menina de 10 anos, um menino de cinco anos, a mãe das crianças, de 27 anos, uma mulher de 50 anos, e um rapaz de 18 anos - em maio deste ano em Coronel Sapucaia, detalhou em entrevista a frieza com que Edson Silva, mecânico que confessou ser o autor do crime, relatou o passo a passo do incêndio.

“Ele contou a história dele em detalhes, foi mostrando ponto a ponto o que fez, como que bateu em um e no outro, onde despejou combustível, onde ateou fogo, todos os procedimentos que aparentemente levaram a morte das pessoas”.

Todas as vítimas foram encontradas mortas na residência que ficava anexa à uma conveniência, aparentemente um negócio da família, conforme apontado nas investigações. O laudo da perícia mostrou que as mortes foram causadas por asfixia. As vítimas foram ainda carbonizadas.

Na época, ele chegou a dar entrevistas por ter sido o único sobrevivente da tragédia, dizendo que iria ter que “recomeçar”, porque era o que restava a ele. Silva era marido de uma das mulheres mortas, pai das crianças, cunhado do rapaz de 18 anos, e genro da senhora de 50 anos. O homem detalhou a crueldade com a qual cometeu o crime.

“Não quer dizer que isso tenha matado, mas ele acertou paulada em todos eles [as vítimas] e, inclusive, em algumas das crianças ele deu mais de uma paulada. Afirmou que deu paulada em todas elas e em algumas mais de uma. Ele não confessou tudo, mas confessou pelo menos a parte do crime. Ainda tem alguns pontos para serem esclarecidos, mas acredito que no desenvolver das investigações tudo será esclarecido”, disse o perito Serra.

Edson Silva permanece preso e deve responder criminalmente por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. A Polícia Civil não informou quando o inquérito sobre o caso deve ser concluído. Ontem, populares revoltados acompanharam a reconstituição do crime, e hostilizaram Silva, tendo que ser contidos por policiais e também um cordão de isolamento.

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