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Caarapó

Com parte de materiais devolvidos, PM alega que índios iam atear fogo em policiais vivos

16 junho 2016 - 09h30Por Fonte: Dourados News
Índios devolveram no final da tarde desta quarta-feira (15), parte dos armamentos que havia ‘sequestrado’ de policiais que fizeram de reféns na terça-feira (14), na região onde há conflito com produtores rurais, em Caarapó.

Os militares teriam vivido momentos de terror ontem e segundo o 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar) em Dourados, os índios chegaram a jogar gasolina e ateariam fogo nos policiais vivos.

A negociação para devolução dos materiais acontece desde terça-feira, logo após o resgate dos policiais sequestrados, e a PM chegou a colocar 150 militares de prontidão para agir.

No entanto, parte dos itens só foi devolvida por volta das 16h30 desta quarta-feira, após intervenção do procurador da República, Marco Antônio Delfino, que atua na área ligada à questão indígena no MPF (Ministério Público Federal).

Segundo o 1º Tenente da Polícia Militar, Jouzemar Paulo dos Santos, foram devolvidos pelos índios uma pistola, dois carregadores e 15 munições intactas e uma deflagrada de calibre 12; além de duas pistolas e sete carregadores e uma quantidade de munições calibre 40.

Também foram ‘resgatados’ dois coletes a prova de balas.

Conforme a PM, ainda há equipamentos em posse dos índios, como pistolas e equipamentos pessoais dos policiais, a exemplo de carteiras, relógios, telefones celulares, entre outros. Será realizado um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de Caarapó, relatando a devolução dos materiais e a queixa do que ainda faltam.

A viatura em que estavam os três policiais feitos reféns pelos índios, foi queimada. Santos também relata que os responsáveis pelo sequestro, chegaram a cobrir o corpo dos policias com gasolina. "Eles iam atear fogo nos policiais e só foram interrompidos porque militares do Corpo de Bombeiros chegaram bem na hora e os impediram de fazê-lo", relatou.

Os policiais também teriam sido vítimas de agressão por parte dos índios e ficado com os corpos todos marcados, relembre aqui. Eles ficaram sequestrados por cerca de duas horas, entre as 12h e 14h desta terça-feira.

Os militares teriam ido até a área de conflito entre índios e produtores rurais pois haviam feridos no confronto que acontecia na região da Fazenda Ivú que é vizinha da aldeia Tey Kuê. O clima está tenso no local desde domingo (12), e até o momento há o registro da morte do filho de um líder indígena e a identificação de cinco feridos, todos índios.

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