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Polícia investiga esquema de venda de diplomas na capital

12 julho 2016 - 08h15Por G1
A Polícia Civil investiga um suposto esquema de venda de diplomas em Campo Grande. Nesta segunda-feira (11), os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na empresa da mulher de um suspeito. Os agentes ficaram quase duas horas dentro de uma farmácia na avenida Guaicurus, na região sul.

Eles conversaram com a dona do estabelecimento e com o marido dela, um professor que é suspeito de vender os diplomas falsos. A polícia recolheu computadores, documentos, um celular e mais de 10 diplomas de cursos básicos e de especialização. Todos estavam em nome do professor.

O delegado João Paulo Sartori, da Delegacia Especializada de Combate ao Narcotráfico (Denar) disse que a autenticidade dos diplomas será investigada. "Ainda é muito prematuro dizer se são diplomas falsificados ou não. Isso tudo vai ser apurado no decorrer das investigações", afirmou Sartori.

O professor disse para a polícia que não tem envolvimento com os crimes e que quem estaria vendendo os diplomas seria um tio dele, que está preso por estelionato. O material apreendido vai ser levado para perícia.

Concurso de professor

Os diplomas falsos foram oferecidos a pessoas que prestaram o concurso de professores da prefeitura de Campo Grande neste ano, segundo denúncia feita na polícia. A prefeitura da capital disse que não vai se manifestar sobre o assunto. Os diplomas seriam usados na prova de títulos e chegavam a custar R$ 12 mil.

Professoras que preferiram preservar a identidade disseram à TV Morena que foram aprovadas na primeira fase do concurso da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e que agora precisam apresentar os diplomas e certificados que comprovam a formação.

Negociação

Cada concurso soma pontos na prova de títulos. Os candidatos com mais especializações podem ter um salário maior quando forem chamados para trabalhar. Esses cursos levam em média dois anos para serem concluídos, mas por aplicativo de celular um homem oferece os diplomas aos candidatos.
Uma professora pergunta se o homem tem títulos que pontuam na prova. Ele diz para ela escolher os temas e a carga horária e afirma que tem uma escola que pode emitir o que ela quiser. O título de mestrado sai por R$ 12 mil e o de pós-graduação custa R$ 9 mil no esquema.

A professora disse que não tinha intenção de comprar o diploma, mas queria ter certeza de que era uma fraude.
"A única garantia que ele me deu foi essa, de que ele trabalhava nesse meio e tinha como conseguir. Eu vi que era realmente uma fraude, eu parei de conversar com ele porque não era isso, eu só queria ter certeza que era", explicou. Para outra professora, o negociador disse que tinha vendido diplomas para dezenas de candidatos.

A produção da TV Morena conversou por telefone com o homem suspeito de vender os diplomas. Ele disse que era um professor universitário e que sabia como funcionava o esquema para conseguir os títulos sem passar pela sala de aula.

O produtor da reportagem se passou por marido de uma candidata e o professor disse que o diploma é emitido pela faculdade de um tio. Ele também falou em preços. Disse que o diploma de graduação custa no mínimo R$ 8 mil.

O delegado que investiga a denúncia alerta que tanto o suspeito da fraude quanto as pessoas que se beneficiaram dela podem ser processados.

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