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Ponta Porã

Ponta Porã participa de campanha pelo fim da violência contra a mulher

Ações tiveram inicio no dia 20 de novembro e serão encerradas neste dia 10, data que é celebrada o Dia Internacional dos Direitos Humanos

11 dezembro 2015 - 07h30Por Assessoria


Nesta quarta-feira, dia 9, autoridades civis e militares discutiram durante reunião no gabinete do Paço Municipal, políticas públicas visando o combate a violência contra a mulher. O Trabalho desenvolvido na fronteira faz parte das ações da Organização das Nações Unidas (ONU), que colocou o Brasil como o 5º país mais violento do mundo contra as mulheres. Presidida pelo secretário municipal de Governo, Eduardo Campos, que representou o prefeito Ludimar Novais (PDT), a reunião definiu algumas estratégicas para incrementar o trabalho de prevenção e punição dos homens que utilizam da violência contra suas companheiras.

Estavam presentes na reunião, a subsecretária de políticas para a mulher de Mato Grosso do Sul, Luciana Azambuja; a delegada da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), Sueilen Araújo Lima Rocha; a defensora pública, Patrícia Feitosa de Lima; a coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e da Coordenadoria da Mulher, advogada Rose Luce Lino de Lima Cavagna; comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Ponta Porã, Hélio Gauto Rios; subcomandante do 4º BPM, major Carlos Magno; major Josafá Dominoni, comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar de Amambai; coronel Solon Shumbert de Alencar Rodrigues, comandante do Policiamento de Área I (CPA I); tenente-coronel, Givaldo Mendes de Oliveira, subcomandante do CPA I, e tenente Sato, do 4º BPM.

Ao abrir a reunião, o secretário municipal de Governo, Eduardo Campos, disse que a gestão do prefeito Ludimar Novais apóia todas as ações voltadas ao combate da violência contra a mulher. “A Prefeitura Municipal tem feito investimentos na estruturação das ações desenvolvidas pelo CAM, que hoje conta com as condições necessárias para atender vítimas da violência e também para realizar trabalhos preventivos. Mas queremos e vamos avançar mais nesse trabalho com o fortalecimento de parcerias com a subsecretaria de políticas públicas para a mulher e também com a nossa Polícia Militar”, disse, acrescentando que a Guarda Civil Municipal pode ser mais uma aliada no trabalho de segurança visando a segurança das mulheres.

A advogada Rose Luce Lino de Lima Cavagna, que é a coordenadora das políticas públicas para a mulher, destacou o trabalho desenvolvido através da gestão do prefeito Ludimar Novais. “Elaboramos um projeto específico para combater a violência doméstica. Temos uma equipe multidisciplinar pronta para atender as vítimas seja na área social ou psicológica. O envolvimento da Polícia Militar nesse trabalho é de fundamental importância para que possamos fazer a diferença. Juntos podemos buscar meios de atender mais e melhor”, ressaltou.

Já a subsecretária de políticas públicas para a mulher no Estado, Luciana Azambuja, elogiou o trabalho que é desenvolvido em Ponta Porã, destacando que existem cidades em que os prefeitos não demonstram preocupação com essa violência. “E reunião como essa é importante porque precisamos muito da Polícia Militar, porque é ela a primeira a ser acionada através do telefone 190. Chegando primeiro, a PM é a responsável em preservar o local o crime para que as investigações depois possam avançar. Mas neste trabalho também é de suma importância a presença do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública, além é claro da Polícia Civil e Delegacia da Mulher. E esse trabalho só dá para fazer onde o prefeito tem compromisso com as políticas da mulher, como é o caso aqui de Ponta Porã”, destacou.

Luciana explica que o CAM mantido pela gestão do prefeito Ludimar Novais coloca Ponta Porã à frente de muitas outras cidades. “E nessa rede enfrentamento precisamos do entrosamento da Polícia Civil e Militar e também dos outros setores. O trabalho voltado às vítimas da violência precisa contar com os serviços de assistência social, saúde, justiça e segurança pública”.

A delegada da Delegacia de Atendimento à Mulher em Ponta Porã, Sueilen Araújo Lima Rocha, disse que hoje o atendimento no município é humanizado. “Primeiro ouvimos a vítima, procuramos saber se quer ou não medida protetiva, se quer, imediatamente encaminhamos o pedido ao juiz da comarca, que normalmente concede e a partir daí precisamos ter um efetivo para fazer cumprir. Estamos com índice menor de crimes de lesões corporais, neste ano tivemos apenas um crime de homicídio e outro de tentativa de homicídio, os dois esclarecidos e das cerca de 200 medidas protetivas que conseguimos junto ao judiciário houve baixo índice de desobediência por parte dos autores. Quando isso ocorre, imediatamente peço a prisão preventiva do acusado”, disse.

Já o major Josafá Dominoni, comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar de Amambai, fez breve relato do trabalho que desenvolve naquele município para punir quem pratica violência contra a mulher. Ele ressalta que possui uma equipe de cinco policiais voltados para atender as ocorrências contra a mulher. “Essa equipe faz normalmente quatro visitas a casa da vítima, mas algumas famílias recebem até oito visitas. Em pouco mais de um ano, fizemos mais de 400 visitas, cada visita é um boletim de ocorrência que foi registrado na delegacia, desse total, foram solicitadas 55 medidas protetivas, sendo que desse total 18 vítimas corriam risco de serem mortas pelos seus companheiros. Agora estamos incluindo na grade curricular da Rede Municipal de Amambai uma disciplina que vai tratar de gênero e enfrentamento a violência. As aulas serão ministradas pelos nossos professores/policiais que já lecionam através do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD)”.

MAPA

Segundo o “Mapa da Violência 2015”, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-americana de Saúde, o Brasil assumiu a 5ª posição no ranking de feminicídio, com uma taxa de 4,8 assassinatos por cada 100 mil mulheres. De acordo com o estudo, 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico e 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas, com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde.




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