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Ponta Porã: Polícia Federal “empilha” caminhões

Polícia Federal “empilha” caminhões

24 abril 2012 - 16h00
Mercosulnews


A Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã não sabe mais o que fazer com os caminhões apreendidos. Os veículos estão amontoados, ocupando praticamente um quarteirão inteiro da Rua Presidente Vargas, em frente ao prédio da instituição, tomando conta do espaço que poderia ser utilizado por quem trabalha ou reside no local e impedindo que até mesmo os agentes e delegados da PF tenham lugar para estacionar seus veículos, sejam eles oficiais ou particulares.


A assessoria de imprensa da Polícia Federal em Ponta Porã disse que o problema preocupa a direção do órgão, mas que no momento não há uma solução ao alcance, já que a PF não possui uma área destinada para este fim na cidade. O projeto de construção da nova sede da PF em Ponta Porã ainda é um gigantesco ponto de interrogação para os agentes e delegados que trabalham na fronteira. “Há três anos esperamos pela nova sede”, disse um deles.

O problema é tão grave que está incomodando os moradores que residem nas proximidades e as pessoas que trabalham em empresas estabelecidas naquele quarteirão. Não só pela falta de lugar para estacionar, como pelo perigo que aquela concentração de “gigantes” representa. Tanto que recentemente uma carreta (ver na foto) foi incendiada por dois homens não identificados. Outro caminhão apreendido e estacionado a poucos metros, teve ferramentas e utensílios da caixa lateral e duas baterias furtadas, já que não há vigilância no local à noite.

SUPERINTENDÊNCIA

A reportagem ligou na tarde de ontem para a Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande para falar com o titular, Edgar Marcon. Só conseguiu, no entanto, manter contato com a assessoria de imprensa que, ciente do assunto, prometeu retornar a ligação até o final da tarde.

O retorno foi registrado poucos minutos depois. O assessor disse que questionou o superintendente a respeito e que Marcon disse ter conhecimento e estar muito preocupado com a situação. Para o superintendente da PF, este é um “problema de responsabilidade compactuada”, ou seja, é da PF, mas também é da Justiça, uma vez que depende deles (os juízes) a liberação destes veículos para que possam ser leiloados e retirados dos locais onde estão estacionados.

Todavia, Edgar Marcon – sempre através de sua assessoria – assegurou que já foi licitado o projeto executivo da construção da nova sede da Polícia Federal em Ponta Porã, em área próxima ao Cemitério Cristo Rei, “onde haverá bastante espaço para estacionar os veículos apreendidos”. Mas, a licitação para a contratação da empresa que efetivamente vai “meter a mão na massa” para edificar a obra, só deverá ocorrer no segundo semestre deste ano.

Isto quer dizer, mais ou menos, que a dita cuja da nova delegacia só vai ficar pronta mesmo no ano que vem se Deus quiser. Enquanto isso, os fronteiriços que se acostumem com a pilha de caminhões e carretas que, em pouco tempo, certamente estarão ocupando o quarteirão seguinte e outro e mais outro e, quem sabe, ainda mais algum. Caso, é lógico, a Polícia Federal não consiga inventar uma maneira de empilhar, literalmente, os caminhões.

A propósito, só para que ninguém alegue ignorância, a Justiça, em Dourados, já determinou que os veículos apreendidos pela PF podem ser leiloados logo após 60 dias da conclusão do processo. Em Ponta Porã ninguém falou a respeito, porque nesta segunda-feira a Vara Criminal, no Fórum local, estava fechada. Uma fonte não oficial disse que “foi todo mundo para Campo Grande pedir aumento de salário”. Enquanto isso...(?)

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