19/04/2017 22h26

Protestos em frente a unidades do Habib's lembram menino que morreu na confusão.

 
 

Manifestantes ligados ao Povo Sem Medo e ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) protestaram em frente a unidades do Habib’s, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (19).

Os atos lembraram a morte do menino João Victor Souza Carvalho, de 13 anos, que passou mal depois de uma confusão envolvendo funcionários da rede de lanchonetes na Zona Norte, em 26 de fevereiro. Os protestos aconteceram em unidades da Avenida Ragueb Choffi, na Zona Leste, da Rua José Bonifácio, no Centro, além da Avenida Deputado Cantídio Sampaio, onde a confusão envolvendo o menino ocorreu. Laudos

Laudo apontou o uso de drogas como causador do óbito. A família do adolescente, porém, contestou a versão e o corpo de João Victor foi exumado no começo de abril. Novos exames necroscópicos confirmaram as primeiras conclusões.

"O trabalho, acompanhado em todas as fases por peritos designados por ambas as partes envolvidas no caso, confirmou o resultado do exame inicial realizado pelo Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo, relacionando a morte de origem cardíaca com o abuso crônico de drogas", disse nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

"Não foram encontradas lesões traumáticas (inclusive através de exames de tomografia computadorizada) como responsáveis pela morte. Os exames histológicos realizados no coração de João Vitor evidenciaram, novamente, lesões crônicas e extensas causadas por uso de drogas, a saber, cocaína e tricloroetileno, compatíveis com coração de indivíduo idoso, de cerca de 90 anos de idade, apesar de o jovem ter apenas 13 anos", concluiu o comunicado.

Vídeo mostra confusão Câmeras de segurança registraram o momento em que empregados do Habib's correram atrás de João após o garoto ameaçar atirar um pedaço de pau na loja. Eles saem do alcance da filmagem e, em seguida, as imagens já mostram os funcionários arrastando o adolescente, que parece desacordado, e o largando na calçada ao lado da lanchonete. Os funcionários do Habib's negam ter agredido o garoto. Eles foram afastados pela rede de fast-food.

Redação

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