11/01/2017 10h00

Reprodução da morte de empresário dura 3h e polícia faz mistério

Resultado será apresentando à imprensa apenas na próxima semana

 
 
Simulação aconteceu no Centro da Capital, pela manhã - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado Simulação aconteceu no Centro da Capital, pela manhã - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Simulação do assassinato do empresário Adriano Correia do Nascimento, 32 anos, que começou por volta das 5h30min de hoje, terminou às 8h20min. Após três horas de avaliação sobre a versão do autor do crime, o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, e das duas outras vítimas no caso, delegada que preside o inquérito polcial saiu de cena sem se pronunciar para a imprensa. O crime praticado após briga de trânsito aconteceu no dia 31 de dezembro, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, no Centro de Campo Grande.

A autoridade policial Daniela Kades, da 1ª DP, considerava o procedimento desnecessário, mas voltou atrás. Ela já havia comentado anteriormente que voltará a falar publicamente sobre a investigação em entrevista coletiva marcada para a próxima semana.

DE LONGE

Veículos de comunicação foram posicionados cerca de 200 metros distante de onde o desentendimento entre o policial e o empresário começou. Mesmo de longe, foi possível perceber, na versão do PRF, que a caminhonete que era conduzida por Adriano fechou o carro de Ricardo Su Moon próximo da Rua Pimenta Bueno.

Houve discussão no local e, no semáforo que fica na esquina com a Rua 26 de agosto, ambos os veículos foram parados e o policial rodoviário desceu. O conteúdo da conversa para saber em que momento e por qual motivo os disparos aconteceram não foi possível ser escutado.

Em versão sustentada desde o início, Adriano ameaçou atropelar Ricardo e sete disparos foram feitos em legítima defesa.

O empresário foi baleado quatro vezes, acelerou e bateu em poste alguns metros à frente, já morto. Adolescente, de 17 anos, que estava como passageiro levou um tiro em cada perna e outro amigo de Adriano quebrou um dos braços ao saltar pela janela, com medo de que a caminhonete caísse no córrego.

COLETIVA

Resultado da reprodução que contou com peritos, policiais como atores, além das duas vítimas e do autor, será apresentado apenas na terça-feira (17), assim como a conclusão da investigação. Ricardo foi preso em cumprimento de mandado de prisão, na quinta-feira (5), e ocupa cela da Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros (Garras).

Correiodoestado

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