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História de Ponta Porã

Ponta Porã linha do Tempo: Fatos históricos que marcaram época. Resolução de Criação e municipalização de Ponta Porã

15 julho 2016 - 21h23Por Fonte: Matéria
História o causo e a lenda, para que os mesmos possam existir, precisa ser feita de pessoas, "homens e mulheres" que se tornam personagens de suas narrativas em seu tempo, de maneira a contribuírem no desenvolvimento social, cultural e político de sua cidade, região e país.

Durante os anos que foi vilarejo entre os séculos XIX e inicio do século XX, na região de fronteira, o lado brasileiro recebia o mesmo nome da vila existente no lado paraguaio, ambas se chamavam "Punta Porã". As duas cidades surgiram timidamente às margens da Laguna Porã que servia de Ponto de parada pra tropeiros e viajantes que passavam pela região.

"Aconteceu que o lado paraguaio acabou recebendo o nome oficial de Pedro Juan Caballero, em homenagem a um dos libertadores do Paraguai". Elpidio Reis. 1981.

Nos anos que seguiram do Pós-guerra da Tríplice Aliança, ocorreram alterações nos nomes de ambos os vilarejos, com a escolha de um novo nome do lado paraguaio Pedro Juan Caballero para a distinta cidade irmã, no lado do Brasil o nome de "Punta Porã" abrasileirou-se para "Ponta Porã" desta forma cada local seguiu rumo ao seu desenvolvimento, que visivelmente era bem melhor e mais atrativo na cidade do país vizinho de acordo com relatos de pesquisadores da época.

"A falta de garantias nesta parte da fronteira era completa, pela ausência de autoridades. Desde a retirada do destacamento comandado pelo Alferes Nazareth a zona ficou entregue à sua própria sorte". ROSA, apud. REIS. ELPIDIO. 1981 p. 61.

Para tentar solucionar os problemas existentes na fronteira principalmente de segurança, no ano de 1897 chega a Ponta Porã o militar Francisco Marcos Tupy Serejo, sendo ele major do exército, um legitimo veterano da guerra da "Tríplice Aliança" ou "Guerra do Paraguai" o mesmo fora incumbido de um destacamento neste período histórico.

Major Serejo dentro de suas atribuições estava à administração da Agência Fiscal, para que o mesmo realiza-se a cobrança dos impostos devidos sobre a exportação da erva-mate para o Paraguai e impedir de forma efetiva o contrabando na região de fronteira, este fato histórico fora publicado no livro de Elpídio Reis Polca, churrasco e chimarrão de 1981.

Na virada do século em 10 de abril de 1900 através da resolução de nº 255, o Governo do Estado cria a Paróquia de Ponta Porã, sendo neste período nomeado o militar João Antônio da Trindade, capitão, o mesmo um dos heróis da "Retirada da Laguna", exerceu a função que o cargo lhe atribuía por doze anos, tendo como escrivães, sucessores os cidadãos da época Orcílio Freire, Júlio Alfredo Mangini e Policarpo de Ávila.


Enfim chega a tão esperada emancipação é publicada na resolução nº 617, de 18 de Julho de 1912. Oficializada através da assinatura do Dr. Joaquim Augusto da Costa Marques, Presidente do Estado de Mato Grosso.
"Artigo 1º - Fica criado o Município de Ponta Porã, com sede no povoado de mesmo nome, que será desde logo elevada a categoria de Villa.


Um passo importante para o desenvolvimento de Ponta Porã na região de fronteira, muitas articulações políticas foram necessárias para que este dia fosse concretizado através da resolução nº617, mas ainda seriam necessárias outras alterações e acordos políticos para o real reconhecimento de Ponta Porã como cidade.

No ano de 1913 é registrada à ata de Instalação, segue o registro de abertura: "Aos vinte e cinco dias do mês d Março de 1913 as 10 horas da manhã do mesmo dia, neste mesmo dia no povoado de Ponta Porã, comarca de Bela Vista, Estado de mato Grosso, republica dos Estados unidos do Brasil, em casa previamente alugada para nela funcionar a Intendência Municipal. Nesta ata consta assinatura de pessoas importantes da época que se fizeram presente no referido ato".


Ponta Porã passou a categoria de Comarca através da lei Nº 721 de 23 de setembro de 1915, mais um importante passo para a princesinha dos ervais, chegar a sua tão sonhada emancipação e reconhecimento futuro como município algo que contribuiria ainda mais para seu desenvolvimento dentro da região fronteiriça.

O General Doutor Caetano Manoel Faria de Albuquerque, Presidente do Estado de Mato Grosso. Assina a lei de criação, que no seu primeiro artigo menciona:
Faço saber todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa decretou e eu assino a presente lei:
Art. 1º Fica elevado à categoria de Comarca o município de Ponta Porã, com sede na vila de mesmo nome.


Seguindo a cronologia histórica da emancipação da princesinha dos ervais, depois de muitas lutas e articulações politicas, é publicado o ato que define a criação do Município de Ponta Porã, neste ato também e mencionado a emancipação da cidade de Três Lagoas, através da Resolução Nº 820, de 1920, assinada por D. Francisco de Aquino Corrêa, Bispo de Prusiado, Presidente do Estado do mato Grosso.

"Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa decretou e eu assinei a seguinte Resolução".
Artigo Único – Ficam elevados a categoria de cidade as Villas de Três Lagoas e Ponta Porã, sede dos municípios e comarcas dos mesmos; revogada as disposições ao contrário".

A conquista da emancipação foi o primeiro passo de muitos que ainda estariam por vir para a histórica cidade de fronteira, dificuldades estruturais a serem vencidos, obstáculos que ao longo das décadas foram um a um superados, por todos aqueles que são filhos desta terra ou adotaram como sua morada investindo acreditando no seu potencial.

Rememorar fatos históricos se faz necessário, eventos que marcaram o povoamento da região fronteiriça no inicio do século do final do século XIX (19) e inicio do século XX (20), desta forma proporcionamos a novas e futuras gerações o conhecimento sobre suas raízes sócias, históricas e culturais, pois um povo sem memória e um povo sem história.

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