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Polícia

Travesti denuncia agressão de 15 familiares e discriminação ao fazer BO

23 julho 2016 - 10h30Por Midiamax
O sonho de oficializar o relacionamento que há dois ficou mais sério se transformou em pesadelo para um casal. Morando juntos desde 2014 em Lisboa, capital de Portugal, o casal que preferiu não se identificar voltou ao Brasil apenas para converter a união estável em casamento, mas acabaram sendo agredidos por aproximadamente 15 pessoas.

Segundo relato do casal, o casamento no civil aconteceu no último dia 15 na Capital e desde então eles estavam em uma residência no Bairro Zé Pereira. Nos fundos desta residência, segundo a travesti, moram seus familiares que não aceitavam sua relação com o companheiro que é italiano e muito menos o casamento oficializado há uma semana.

Na noite desta quinta-feira (21) depois de mais um desentendimento familiar, o irmão da travesti teria entrado em sua residência e segurando em seus cabelos a arrastado por cerca de um metro. Do lado de fora da residência ela conta que cerca de 15 pessoas, entre elas familiares e vizinhos, teriam a agredido.

Após cessarem as agressões ela conta que ligou para a polícia, mas par sua surpresa de vítima passou a ser tratada como autora. O casal relata que foi discriminado e agredido verbalmente por dois policiais militares que atenderam a ocorrência e ainda encaminhados para a delegacia dentro do camburão da viatura.

Ao relatarem o ocorrido na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) a travesti diz que mais uma vez se viu desrespeitada já que, segundo ela, além de ter 'distorcido' o ocorrido a polícia ainda teria se recusado a identificá-la pelo nome social, direito garantido a travestis e transexuais desde o dia 13 de março do ano passado.

Com hematomas espalhados pelo corpo a travesti e o marido procuraram na tarde desta sexta-feira (22) a Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul para relatar o ocorrido na noite anterior e oficializar uma denúncia contra os dois policiais. A passagem de volta para Lisboa já está comprada, segundo eles, mas o medo de voltar para casa os impede de pegar os pertences que lá ficaram por isso eles solicitam ainda uma escolta policial.

Depois da corregedoria o casal seguirá para o Imol (Instituto Médico Odontológico Legal) para realizar o exame de corpo de delito.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Polícia Militar e foi informada que a partir da denúncia formalizada na corregedoria a conduta dos policiais será investigada. Na Deam a delegada titular não foi localizada para comentar o motivo do nome social não ter sido aceito no momento do registro de ocorrência.

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