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PERIGOSO

5 comandos e perguntas que você deve evitar com assistentes virtuais

08 março 2020 - 12h00Por tectudo

Os assistentes virtuais estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Eles permitem fazer buscas rápidas, perguntar sobre o clima e saber que horas começa o nosso programa de TV favorito. Porém, alguns cuidados são necessários quando utilizamos esses serviços, já que assistentes virtuais como Siri, da Apple, Cortana, da Microsoft, Alexa, da Amazon e a Google Assistente podem te escutar a todo momento, e até mesmo armazenar informações sigilosas.

1. Pedir ajuda no caso de emergências

Um estudo conduzido por uma universidade canadense concluiu que os assistentes virtuais são pouco úteis se usados em casos de emergências. A pesquisa testou as assistentes Siri, Cortana, Alexa e Google Assistente por meio de 123 perguntas sobre primeiros socorros. As perguntas incluíam temas como infartos, sangramento no nariz e envenenamento, segundo artigo publicado no periódico médico inglês The BMJ.

O estudo concluiu que a Alexa e o Google Assistente obtiveram os melhores resultados, compreendendo as perguntas e dando respostas úteis em 90% dos casos. Já as respostas entregues pela Siri e Cortana não puderam ser calculadas por serem insatisfatórias. Portanto, se você presenciar um caso de emergência médica, a melhor opção ainda é ligar para as entidades prestadoras desse tipo de serviço. Números de telefone das centrais da Polícia Militar, 190, Corpo de Bombeiros, 193, e do SAMU, 192, podem ser úteis em situações de risco.

2. Ordenar a assistente de forma rude

Segundo informações da BBC, um estudo da companhia ChildWise concluiu que crianças que crescem acostumadas a "dar ordens" a assistentes virtuais e podem ficar agressivas ao lidar com pessoas no futuro. Pensando nisso, a Alexa, assistente virtual da Amazon, e a Google Assistente têm encorajado crianças a usarem palavras como "por favor" e "obrigado", oferecendo como recompensa respostas mais agradáveis e gentis para quem usar as "palavras mágicas".

3. Perguntar sobre sexo e saúde

Uma pesquisa neozelandesa conduzida pela Universidade de Otago chegou à conclusão de que é melhor fazer uma busca no Google sobre temas relacionados a sexo e saúde sexual, do que fazer perguntas diretamente às assistentes virtuais Siri e Google Assistente. Segundo a pesquisa, dois entre cinco adolescentes e adultos usam ferramentas de busca na Internet para pesquisar sobre assuntos relacionados a sexo.

Por esse motivo, os autores da pesquisa decidiram seguir com o estudo, avaliando as respostas sobre sexo entregues pelos assistentes virtuais. As perguntas mais comuns sobre saúde sexual foram feitas na busca do Google e aos assistentes Siri e Google Assistente. O estudo concluiu que as buscas diretas do Google foram as que mais informavam em cerca de 70% dos casos. O Google Assistente ficou logo atrás com 50% de respostas confiáveis, seguido pela Siri com 32%.

4. Ofender a assistente virtual

Os assistentes virtuais são programados para não xingarem e não aceitarem ofensas. Os "palavrões" ou "palavras feias" não são pronunciadas, e assistentes como a Siri até convencem estar magoados quando são ofendidos. Segundo informações do site australiano ABC net, pesquisas mostram que as relações entre pessoas e computadores são abusivas, e o fato que relaciona esse mau comportamento pode ser frustração e outras emoções, o que é preocupante.A maneira como falamos com os "robôs virtuais" pode impactar a forma como lidamos e interagimos com as pessoas ao nosso redor, por isso, é preciso cuidado. Além disso, assistentes como Alexa têm mudado a perspectiva de respostas quando o assunto é assédio, após atualizações da fabricante. Antes, a assistente respondia às perguntas machistas com respostas gentis como "obrigada pelo feedback" e "é legar de sua parte dizer isso", mas, agora, responde com frases como "eu não vou responder isso" e "não sei que resposta você esperava."

5. Fazer perguntas muito pessoais

Há suspeitas de que assistentes virtuais podem escutar o ambiente onde estão todo o tempo, e não só no momento em que são solicitados. Portanto, fazer perguntas pessoais ou conversar sobre assuntos privados próximo aos aparelhos pode ser perigoso. O problema está na forma de armazenamento de informações desses assistentes, que ficam guardados na nuvem e podem ser compartilhados com outras companhias.

Além disso, empresas como a Apple já confessaram contratar pessoas reais para realizar transcrições dos áudios entre os assistentes virtuais, de forma a melhorar a precisão de suas buscas. A Alexa, por exemplo, armazena todos os comandos de voz, mesmo que o usuário ordene a exclusão do histórico. Por esse motivo, não é recomendável que se compartilhe informações pessoais com Siri, Alexa, Cortana e Google Assistente, principalmente para preservar sua privacidade.

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