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As aventuras de Agamenon, o repórter chega aos cinemas, mas deve agradar a poucos

As aventuras de Agamenon, o repórter chega aos cinemas, mas deve agradar a poucos

11 janeiro 2012 - 17h00
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Criado pelos cassetas Hubert e Marcelo Madureira, Agamenon Mendes Pedreira, colunista fictício do jornal O Globo, chega aos cinemas neste fim de semana com um filme biográfico. Que a trupe do Casseta & Planeta adota, há 22 anos, um estilo de humor escrachado, todo mundo sabe. No entanto, o filme estrapola até os padrões do grupo de humoristas. Com roteiro sem encaixe, piadas nada refinadas e sem graça, o longa corre o risco de ser taxado como o pior filme lançado pelo cinema nacional nos últimos anos.

O longa se apresenta no formato de documentário, com depoimentos de personalidades a respeito de Agamenon e sua trajetória pessoal e profissional. Conforme as histórias surgem, são apresentadas por meio de flashbacks desses momentos, como, por exemplo, o casamento de Agamenon, sua viagem a bordo do Titanic, ou o período em que fez cobertura jornalística da Segunda Guerra Mundial.

O maior pecado de As Aventuras de Agamenon é tentar encontrar maneiras de se levar a sério. A voz de Fernanda Montenegro comandando a narração é uma tentativa clara de dar crédito à produção. Mas a serenidade de Montenegro em contraponto às escolha humorísticas funciona como água e óleo e o resultado é uma mistura que nunca se unirá de maneira harmônica.

Quem vai ao cinema já notou que a maioria das comédias apela ao besteirol para alcançar seus objetivos. Mas sabe-se, também, que tamanha besteirada deve, no mínimo, fazer rir. O nacional decepciona por ser uma comédia que não cumpre a sua mais elementar missão: trazer o riso à tona. As tentativas de piadas foram vistas todas as terças à noite nos últimos 22 anos no programa Casseta&Planeta, até mesmo as expressões faciais são as mesmas.

O elenco também não traz nenhuma novidade. Hubert, Marcelo Madureira e Marcelo Adnet fazem papéis muito semelhantes àqueles interpretaram em outros tantos filmes de comédia. Mas ninguém consegue viver por mais vezes o mesmo personagem do que Luana Piovani que, novamente, é a mulher boazuda e devassa. Não que ela não encarne bem esse tipo de personagem, mas aos poucos a atriz caminha para um etereótipo que pode marcar sua carreira, se é que já não marcou.

Mas, não se pode dizer que nada se salva do filme. Duas cenas conseguem arrancar o riso: a entrevista de Agamenon com Osama Bin Laden e o Funk dos Aliados, cantado por Marcelo Adnet. O problema é: a melhor cena do filme, a música, está colocada na íntegra na propaganda transmitida pela televisão inúmeras vezes, o que elimina toda e qualquer necessidade – se é que ela em algum momento existiu – de pagar pelo ingresso.

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