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Como fazer um strip-tease?

20 setembro 2011 - 16h50
Saiba o que não pode faltar em uma performance de tirar o fôlego

Todaela

Meia luz, uma boa seleção de músicas, roupas interessantes... Tudo isso é parte de um bom strip-tease, sem dúvida. Ainda assim, é preciso saber algumas coisas antes de começar a tirar a roupa. A primeira delas é saber que uma boa performance não envolve apenas ligar o som e começar a se livrar das peças. Portanto, se você está com pressa é melhor nem começar. Um strip-tease que se preze leva algum tempo para ser executado.

Uma vez que você tenha isso em mente, as coisas começam a ficar realmente interessantes. Porém, é importante saber que a ideia principal não é cair na vulgaridade. Ainda que existam alguns estereótipos dessa “modalidade sedutora”, a ideia é fazer com que você tome o controle da situação e torne esse momento instigante para os dois.

As origens
Algumas culturas antigas tinham diversas superstições em relação à nudez feminina. Muitas delas viam na exposição do corpo uma forma de espantar demônios, tempestades e até mesmo combater inimigos durante guerras e confrontos menores. O fato é que unir a música correta a uma sequência de movimentos sensuais e o contato visual sempre foi uma das maiores “armas” femininas.

A quantidade de roupa envolvida também já variou muito durante os milênios. Desde as dançarinas da antiga Babilônia até as atuais divas do burlesque moderno, a intenção é manter algum mistério. Como o próprio nome diz, o strip-tease é uma arte que envolve tirar e provocar. É exatamente por isso que se deve fazer tudo com bastante calma e segurança.

Uma antiga lenda suméria conta que há mais de 3 mil anos existiu uma descendente da deusa Inanna que descia ao Kur (Mundo Inferior) e para cada um dos sete portões que ela passasse, deveria deixar uma peça de roupa ou uma joia. Ainda existe a crença de que esta lenda é um dos desdobramentos da famosa “dança dos sete véus” feita pela Rainha Salomé ao Rei Herodes.

Mais tarde, a representação dessa passagem bíblica realizada por Oscar Wilde em 1893 é tida como o nascimento do strip-tease moderno, já que envolve a “revelação” do que está por baixo dos tais sete véus da rainha. De uma forma ou de outra, tudo o que envolve o corpo e o seu uso para proporcionar e receber prazer foi sumariamente proibido e tido como pecaminoso – ainda que praticado às escondidas por diversos setores da sociedade.

Talvez a era da ascensão das “artes sedutoras” tenha ocorrido entre os séculos XVI e XIX, quando as peças de teatro começaram a mostrar algumas das histórias mais ousadas ao público geral. Boa parte disso aconteceu na Inglaterra e França, especialmente nos anos 1700 ao início do século XX. As performances recebiam nomes diferentes e um deles foi o “burlesque”.

“Burlando” algumas normas
O burlesque ainda é um estilo de dança que exige muito de quem pratica. Entretanto, as suas origens são mais brandas e até mesmo cômicas. O termo vem do latim “burla”, que significa “ridicularizar” ou “zombar” de algo. Neste caso, o burlesque nasce como uma forma bastante interessante de satirizar fatos do cotidiano e trabalhar performances mais sensuais para isso.

Foi durante o reinado da Rainha Vitória, na Inglaterra, que este estilo ficou famoso. Os espetáculos de dança sensual costumavam ser riquíssimos em detalhes, o que rendeu o nome “extravaganza” ao famoso burlesque vitoriano.

Outro desdobramento, talvez mais conhecido, é o burlesque americano. Ainda que as raízes sejam as mesmas da vertente inglesa, este tipo de dança é mais provocante e, com o passar dos anos ganhou ares de espetáculo hollywoodiano. Recentemente, Cher, a rainha dos sintetizadores, participou do filme que recebe o nome da dança em parceria com Christina Aguilera.

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