Menu
Busca terça, 04 de agosto de 2020
NOTÍCIAS

Coronavírus: grávidas e a Covid-19

13 julho 2020 - 10h30Por TJMS

Gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz estão na lista, por determinação do Ministério da Saúde, do grupo de maior risco da Covid-19. Embora os estudos ainda não tenham demonstrado que as grávidas possuem aumento no risco de morte, como acontecia com o H1N1, ou que há aumento no risco de malformações ou abortamento do bebê, como no Zika Vírus, contrair o coronavírus no último trimestre da gestação pode ter complicações associadas, como um parto prematuro, no caso de a mulher vir a desenvolver uma pneumonia durante a doença.

Assim, é importante que grávidas e puérperas tenham alguns cuidados especiais durante esse período de pandemia. Seguem algumas orientações a serem observadas para manter a saúde da mãe e do bebê.

- Gestantes estão sujeitas aos mesmos procedimentos de prevenção. Lavar as mãos com frequência, evitar tocar toda a região do rosto, usar máscara, manter o distanciamento social são cuidados que toda e qualquer pessoa deve manter durante o surto da Covid-19;

- O pré-natal deve ser mantido. A regra é de que as consultas e exames de praxe sejam realizados normalmente, tomando-se sempre os cuidados de higiene e evitando contato e aglomerações. Caso a gestante apresente sintomas de gripe, deve adiá-los em 14 dias e, quando necessário, realizá-los em locais isolados de outras pacientes. Mulheres grávidas que já apresentam doenças respiratórias precisam ser tratadas com prioridade máxima;

- Todas as mulheres têm o direito a uma experiência de parto positiva, mesmo estando com Covid-19. Respeito e dignidade, comunicação clara dos profissionais da saúde, estratégias para alívio da dor e mobilidade no trabalho de parto – quando possível – e decisão sobre a posição em que desejam dar à luz são direitos assegurados a todas as gestantes;

- O acompanhamento do parto e visitas na maternidade podem ser restringidas. Mesmo sendo direito da mulher ter um acompanhante durante todo o trabalho de parto e internação hospitalar, o quadro atual de risco de transmissão do novo coronavírus pode restringir esse direito. No âmbito do Programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde, visitas na maternidade devem ocorrer individualmente, podendo o hospital, inclusive, suspendê-las, caso entenda necessário.

- As lactantes devem amamentar, mesmo estando infectadas ou com suspeita de infecção. Ainda não há comprovação de que o novo coronavírus seja transmitido pelo leite materno. De qualquer forma, é imprescindível a adequada lavagem das mãos antes e depois da amamentação e o uso de máscara durante. As mães não precisam ser separadas de seus filhos nesse momento tão importante para ambos;

- Caso não se sinta confortável para amamentar, a mãe deve receber apoio igualmente. Outras fontes seguras de obtenção do leite materno pode ser consideradas, como extração do leite, relactação e doação de leite materno;

- Cuidado com as fake news. Até o momento, não houve detecção do coronavírus no cordão umbilical, placenta, líquido amniótico ou secreção vaginal de grávidas infectadas É importante sempre manter a calma, procurar informações em fontes confiáveis e adotar todas as recomendações médicas e do Ministério da Saúde.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estima-se que 116 milhões de bebês nascerão no mundo sob a sombra da pandemia de Covid-19, estando o Brasil entre os 10 países com maior quantidade de nascimentos. Ainda de acordo com a Unicef, serão cerca de 2,3 milhões de novos brasileiros durante a pandemia. Assim, é importante que todas as mulheres tenham informações necessárias para garantir os seus direitos a uma atenção de qualidade antes, durante e depois do parto.

Deixe seu Comentário

Leia Também

EDUCAÇÃO
MEC autoriza aulas a distância em escolas técnicas federais de ensino
DOURADOS
Decreto proibe retomada de aulas presenciais em escolas particulares
SAÚDE
Casos de coronavírus somam 27.678 em Mato Grosso do Sul
ECONOMIA
Produção industrial cresce 8,9% de maio para junho