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SAÚDE PÚBLICA

Ações contra raiva são intensificadas em Mato Grosso do Sul

16 março 2019 - 09h00Por Da Redação

Em Mato Grosso do Sul, equipes de controle da raiva da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), realizaram no mês de fevereiro um trabalho em 255 propriedades rurais em regiões de risco para ocorrência da raiva. Também foram vistoriados 99 abrigos onde foram capturados e controlados 567 morcegos hematófagos.

Segundo relatório apresentado pelo fiscal estadual Agropecuário,Fabio Shiroma de Araujo, coordenador dos programas Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PVEEB),entre as ações preventivas, destacam-se as realizadas às margens do rio Pardo e afluentes (municípios de Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo) com vistoria de 45 abrigos onde 355 morcegos hematófagos foram capturados e controlados.

Já na região Sudeste do Estado (Novo Horizonte do Sul, Batayporã, Taquarussú, Nova Andradina), próximo às margens dos rios Guiraí e Ivinhema, foram realizadas visitas a 42 propriedades rurais em região com casos de raiva e vistorias em 14 abrigos com captura e controle de 131 morcegos hematófagos.

Além destes, foram realizadas vistoria de abrigos nos municípios de Aral Moreira, Amambai, Coronel Sapucaia, Aquidauana, Sidrolândia, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Cassilândia, Costa Rica, Pedro Gomes, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Eldorado, Iguatemi, Japorã, Mundo Novo, Itaquiraí, Caarapó.

Ontem (15/3), uma equipe esteve às margens da Serra do rio Negro com São Gabriel do Oeste;para verificação da suspeita de raiva por conta da mortalidade de bovinos e equinos. Na próxima semana eles realizarão ações de contenção de um foco confirmado às margens do rio Negro, em Aquidauana.

Segundo Shiroma, a situação que será averiguada hoje serve como exemplo para lembrar os produtores da importância de comunicarem à Iagro local sobre animais com sintomas da raiva e a presença de abrigos de morcegos. “Se houver uma suspeita é importante ressaltar que não se deve manusear o animal. Caso haja contato com animal com suspeita, ou haja agressão de um cão, gato ou morcego o indivíduo deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, imediatamente”, completa.

Raiva

A Raiva é uma enfermidade que acomete o Sistema Nervoso Central (SNC) dos mamíferos, inclusive o homem, e que a letalidade é próxima a 100%. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), morrem aproximadamente 60 mil pessoas por ano no mundo por conta desta zoonose. Desse montante, em torno de 95% dos casos foram adquiridos através de agressões por cães, sendo que as crianças são as mais afetadas nos países em desenvolvimento. As ocorrências se dão tanto no meio rural quanto urbano.

Ciclo rural

A transmissão ocorre entre os morcegos, geralmente morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Quando estes estão contaminados com o vírus, transmitem aos animais dos quais estão se alimentando (bovinos, equinos, ovinos, caprinos), sendo que estes contraem a enfermidade e começam a apresentar os sinais clínicos entre 30 e 60 dias após a contaminação.

Nesses casos, toda vez que os moradores da área rural encontrarem os animais com perda de apetite, salivação, andar cambaleante, não consegue se alimentar nem se movimentar e vem a óbito entre 3 e 7 dias após; possuírem animais com sugadura por morcegos hematófagos e/ou tiverem conhecimento de abrigos com morcegos, comunicarem a Unidade Local da Iagro mais próxima e não manusearem estes animais. Vale lembrar que quando os morcegos não encontram os animais, podem sim sugar os humanos.

Ciclo Urbano

É muito mais preocupante, pois os principais transmissores (cães, gatos e morcegos) estão em íntimo contato com o homem, aumentando assim a possibilidade de contaminação ao ser humano. Nos cães e/ou gatos a transmissão ocorre entre eles e por estarem próximos ao homem podem agredi-lo e transmitir o vírus. Já nos morcegos, assim como nos cães, a transmissão ocorre entre estes.

Quando estes estão contaminados e saem para se alimentarem (geralmente espécies que se alimentam de insetos e frutas, ou seja, não hematófagos), não conseguem retornar ao seu abrigo e são encontrados durante o dia nas casas/apartamentos ou quintais e que se forem manipulados pela população ou animais (cães e gatos) podem transmitir a doença.

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