Menu
Busca segunda, 28 de setembro de 2020

Acordo entre Brasil e Paraguai irá unificar ações contra aftosa

Acordo entre Brasil e Paraguai irá unificar ações contra aftosa

18 outubro 2011 - 16h55
Divulgação (TP)

Em reunião realizada hoje (18), pela Câmara Setorial de Bovino e Bubalinocultura, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), em Campo Grande, entidades brasileiras e paraguaias selaram um acordo de atuação mútua contra a aftosa. Uma comissão da Associação Rural Paraguaia esteve presente no encontro e assegurou o comprometimento do Paraguai e envolvimento dos produtores do país vizinho. “Vamos trabalhar para uma harmonização de ações já que todos nós temos o mesmo interesse: vender nossa carne”, disse o presidente da Associação, Juan Nestor Nuñez Irala.



Para o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, as reuniões (em Assunção, dia 17, e em Campo Grande, dia 18) representam um marco no controle da doença. “É uma nova fase nas relações com o Paraguai. Isso sinaliza a construção de agenda positiva para os produtores e autoridades”, analisa Riedel. A secretária de Estado de Produção e Desenvolvimento Agrário, Tereza Cristina Corrêa da Costa, reforçou o apoio. “A colaboração entre Brasil e Paraguai será essencial nesse momento. Todas as ações de controle foram implementadas. Agora devemos fiscalizar e orientar os produtores onde ele estiver”, complementa Tereza. A próxima reunião envolvendo os dois países vai tratar do calendário de vacinação. “Vamos colocar à disposição o conhecimento da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) para potencializar a imunização”, disse a secretária.


A Associação Rural Paraguaia relatou, durante o encontro, as medidas tomadas após a oficiliazação do foco da aftosa em setembro. “A atuação se dá em três etapas: o controle do foco, a criação da zona de contenção e a recuperação do status. Para isso, após o abate de 819 cabeças do rebanho em que foram identificados 13 casos de infecção da doença, criamos, como determinava a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a zona perifocal, a de tampão e a emergência e toda a movimentação de animais ou produtos e subprodutos de origem animal foi proibida”, relata Juan Nestor. O presidente da Associação Paraguaia ressalta que os veículos que transitam na região estão sendo desinfectatos e que a vigilância da área está sendo feita pelo serviço sanitário e polícia. As medidas seguem até o dia 25 de novembro.


O Paraguai detém um rebanho de 12,5 milhões de cabeças. Segundo Juan Nestor o país conta com 133 mil produtores, sendo 109 mil pequenos produtores. “É na crise que nasce a oportunidade. Esse é o momento de unirmos forças”, diz o presidente da Associação. Para o presidente da Câmara Setorial de Bovino e Bubalinocultura da Seprotur, José Lemos Monteiro, as medidas tomadas no Paraguai servem para acalmar o setor produtivo. “São ações concretas e que demonstram respeito tanto ao produtor de lá, quanto ao nosso produtor rural brasileiro”, afirma.



A articulação para realização das reuniões em Assunção e em Campo Grande foi elogiada pelo presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho. “É um problema não só do Paraguai e de Mato Grosso do Sul. É uma situação que necessita de um envolvimento ainda maior. Devemos acabar com a aftosa em toda a América Latina”, disse Cesário.


O encontro contou ainda com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, da Iagro, a Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), o Sindicato Rural de Campo Grande e da ONG Recove.


Sobre a Famasul - A Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) é uma das 27 entidades sindicais que integra a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Tem atuação voltada para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representa os interesses dos produtores e dos sindicatos rurais do Estado. Como representante do homem do campo, a Famasul põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização da atividade agropecuária. A cadeia do agronegócio responde diretamente por 16,6% do PIB sul-mato-grossense e é responsável por parcela substancial da produção industrial de Mato Grosso do Sul. Acesse www.famasul.com.br.

Deixe seu Comentário

Leia Também

JUSTIÇA
Negado pedido de desaforamento por imparcialidade de jurados
ECONOMIA
Taxa média de juros para famílias cai, diz Banco Central
MS
Termina nesta quarta-feira prazo para quitação de licenciamento para placas final 9
MEIO AMBIENTE
Chamas voltam a atingir Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul