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Acusados de chacina contra ladrões em praça começam a ser julgados na segunda

17 setembro 2011 - 15h40Por Notícias 24H
Após 23 anos, a Justiça de Mato Grosso iniciará o julgamento dos acusados de participação na Chacina da Praça, ocorrida em Juara, Mato Grosso, na madrugada de 16 de janeiro de 1988, quando foram mortas três pessoas, supostamente envolvidas no assassinato do taxista João Batista Câmara, que era suplente de vereador na época. Nos dias 19 e 29 serão julgados oito envolvidos no caso. Na época o caso ganhou repercussão nacional.

Ao todo foram denunciados na época 59 pessoas, mas apenas 20 devem ser julgadas. No júri de segunda-feira, 19, serão julgados os réus Gilberto Batista Câmara, Aparecido Dias do Nascimento e José Marcolino Alves, popular Dedézão. No júri do dia 29 irão a julgamento, Gelson Alves de Andrade, Milton Gasparini Moreira, David Alves da Silva, Evaldo José de Oliveira e o ex-vereador Sebastião Teroso.

A acusação que consta na denúncia do processo no 81/2007, que na madrugada do dia 16 de janeiro de 1988, um grupo de 52 pessoas se dirigiu até a comarca de Porto dos Gaúchos, invadiram o presídio e retiraram os três homens que estavam presos naquele município. Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva, foram torturados enquanto eram levados até a praça pública de Juara, distante 50 km de onde estavam, onde, mediante faca, facões e outros instrumentos, foram mortos e pendurados de cabeça para baixo.

A população se aglomerou na praça, em frente à igreja, para assistir a chacina, que durou toda a madrugada.

O motivo alegado para o triplo assassinato, ainda de acordo com os autos, deu-se pelo fato de que, quatro dias antes, no dia 12 de janeiro, os três homens cometeram crime de latrocínio, assalto seguido de morte, contra um taxista e suplente de vereador João Batista Câmara. Após perseguição da Polícia, eles foram presos e levados para o presídio de Porto dos Gaúchos, onde aguardariam julgamento.

Esse deslocamento foi necessário porque a Delegacia de Juara não oferecia segurança, pois a população estava revoltada com o crime. Ao todo foram acusados na época 59 pessoas. De lá para cá, muitos morreram, outros ultrapassaram a idade penal, restando mais de 20 pessoas que serão julgadas em 4 julgamentos.

Nos dois julgamentos o presidente do Tribunal de Júri será o juiz João Manoel Pereira Guerra, que foi magistrado de Juara na década de 90 e conhece o processo. A defesa será feita pelo Jorge Balbino da Silva, advogado de Juara , com um auxiliar da cidade de Sinop, a acusação estará a cargo do promotor Pompilho Paulo Azevedo Neto e os jurados todos de Sinop.

Um Júri Popular de nove acusados chegou começar em Juara no dia 3 de março de 2008, porem, o Promotor de Justiça da época, Augusto César Fuzaro, pediu a suspensão do julgamento e redesiginação de uma nova data, com a justificativa de que houve quebra de incomunicabilidade dos réus.

Segundo o promotor, surgiu um boato de que tudo estava armado para a absolvição dos réus e, atendendo ao seu pedido, o presidente do Júri, o Juiz Douglas Bernardes Romão, remarcou o julgamento para 28 de abril daquele ano, porem, posteriormente acabou sendo desaforado e designado para a cidade de Sinop, onde a justiça entende que haverá maior isenção.

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