Menu
Busca quinta, 21 de janeiro de 2021

Águas do Arnulpho Fioravanti são impróprias para recreação, diz pesquisa

Águas do Arnulpho Fioravanti são impróprias para recreação, diz pesquisa

24 setembro 2012 - 15h25
Divulgação (TP)



No primeiro semestre deste ano acadêmicos de Biomedicina da UNIGRAN analisaram as águas do lago do Parque Arnulpho Fioravante que fica atrás do shopping de Dourados, para mostrar a qualidade da água à população e para alertar sobre os cuidados com a natureza local, visto que o lago desagua no rio Dourados que abastece a cidade.

A análise foi feita em sete pontos diferentes com a ajuda da IMAM – Instituto de Meio Ambiente, desde a nascente até o entorno do lago. A acadêmica Kátia Araújo dos Santos que participou do projeto explica como foi à coleta de amostragem para a pesquisa.

“Usamos um aparelho que mede o oxigênio dissolvido, o ph, a turbidez e a temperatura da água. Já para a análise dos coliformes foram necessárias coletas manuais, onde todas as amostras foram levadas para o laboratório da faculdade para análise”.

Nos pontos coletados para a pesquisa houve variações consideráveis entre os valores encontrados, na qual o de maior observação foi o oxigênio dissolvido por causa da grande quantidade de matéria orgânica proveniente de resíduos animais e de lixos jogados por seres humanos, o que acaba diminuindo o oxigênio da água.

A acadêmica Gabriela Servignini Pereira fala que a conclusão do estudo chegou à resposta que a água do lago do Parque Arnulpho Fioravante é impropria para recreação, por causa do baixo nível de oxigênio encontrado e o elevado nível de turbidez, ou seja, a água é potável, mas necessita de tratamento antes de ser consumida.

Santos explica que no início do projeto eles tinham outros objetivos além de coletar dados. “Nossa intenção no início era analisar a situação e tentar trazer uma solução para o problema encontrado, pois, próximo às margens do lago tinha muita sujeira e lixo”.

A estudante ainda explica que se a população não conscientizar da situação, as formas de vida do lago, como peixes e anfíbios, irá acabar, e além disso, segundo ela, há poucos pontos verdes na cidade de Dourados, então deve-se cuidar do pouco que resta.

“É preciso educar principalmente as crianças, porque tudo que elas aprendem contam para os pais”, afirma a aluna.

Também foi citado pelas alunas que após a análise elas foram até o IMAM para que eles tomassem algumas providências em relação ao parque e ao próprio lago. “Eles disseram que já tem um monte de projeto para o parque, mas que neste ano não podem arrumar porque é ano de politica, e se fizerem isso pode gerar problemas para eles, falando que não estão fazendo apenas por causa das eleições” cita Santos.

O projeto dos alunos foi apresentado no VII Encontro de Iniciação Científica, IV Salão de Pesquisa Docente e II Mostra de Pós-Graduação da UNIGRAN, sobre o tema “Pesquisa, Conhecimento e Interdisciplinaridade”, que começou na quarta feira passada com a palestrante Drª Maria Beatriz Cardoso Ferreira de Porto Alegre – RS.

*Acadêmica do 6º semestre de jornalismo da Unigran sob orientação do Prof.Me. Helton Costa

Nome dos alunos que fizeram a análise da água do Lago
Kátia Araújo dos Santos, Gabriela Servignini Pereira, Jessica Campos, Edielton Moreira Pastor e Andressa de Castro.

Todos os acadêmicos estudam o segundo ano de Biomedicina na UNIGRAN.

*Linéia Martins

Deixe seu Comentário

Leia Também

VALE UNIVERSIDADE
Termos de compromisso devem ser entregues até o dia 28
SAÚDE
Vacinas da Índia devem chegar no fim da tarde de amanhã ao Rio
MAUS-TRATOS
PMA autua em R$ 2 mil criminoso que cortou cachorro de facão para que parrasse de latir
JUSTIÇA
Lewandowski nega decisão liminar para afastar Pazuello da Saúde