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Atividade econômica brasileira desacelera em agosto, aponta Serasa

25 outubro 2011 - 11h38Por Info Money
A atividade econômica brasileira entrou em trajetória de desaceleração, conforme mostrou na terça-feira (25) o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal). Já descontadas as influências sazonais, o crescimento econômico foi de 0,1% na passagem entre julho e agosto deste ano, abaixo da expansão de 0,3% registrada no mês imediatamente anterior.

Em relação ao mesmo mês de 2010, o crescimento da atividade econômica foi de 3,1% em agosto de 2011, acumulando elevação de 3,5% nos primeiros oito meses do ano. Já nos 12 meses encerrados em agosto deste ano, houve expansão de 4,1% da atividade econômica.

De acordo com o estudo, a atividade econômica somente não registrou variação mensal negativa em agosto, por conta da elevação de 0,3% no setor de serviços. Já a atividade da indústria mostrou avanço de 0,2% no período e, por sua vez, o setor agropecuário registrou alta de 0,1%.

Consumo das famílias ainda é destaque

Do ponto de vista da demanda agregada, o PIB continua sendo puxada pelo consumo das famílias, que cresceu 0,7% em agosto e já acumula alta de 5,8% no período de janeiro a agosto de 2011. Os investimentos mostraram recuperação parcial da queda que haviam apresentado em julho (-2,6%) e subiram 1,5% em agosto.

Por sua vez, o consumo do governo cresceu apenas 0,2% em agosto. O setor externo, com as importações crescendo mais que as exportações (2,2% contra 1,8%), também contribuiu para segurar o crescimento da atividade econômica em agosto.

Crescimento trimestral

Com o resultado de agosto, a taxa de crescimento trimestral passou de 0,6% no trimestre encerrado em julho para 0,5% nos três meses findos em agosto, "confirmando a atual trajetória de desaceleração da economia brasileira", diz comunicado.

Segundo a instituição, esta desaceleração é fruto das medidas de aperto fiscal e monetário do Governo para combater a alta da inflação, bem como do agravamento do quadro externo e da alta das importações.

"Assim, a nova postura de redução da taxa básica de juros, em vigor desde o final de agosto, ainda demorará um pouco para surtir efeitos benéficos sobre o ritmo de crescimento econômico brasileiro", afirmam os economistas da Serasa Experian.

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