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Cálculos do Mapa e da CNA apontam para forte expansão da produção de soja no país

28 julho 2012 - 16h30
Agência Brasil

Embora os números finais da produção de grãos da safra agrícola 2011/2012 não sejam ainda conhecidos, uma vez que a divulgação do último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) será só no dia 9, já começaram as especulações sobre o aumento da safra 2012/2013, provocadas, principalmente, pelo crescimento de recursos disponibilizados para a produção rural.

Uma das apostas do setor diz respeito ao crescimento da produção de soja, baseada na grande comercialização de fertilizantes para a sojicultura, cujo plantio começa no próximo mês de setembro. Com crédito à disposição e estimulados pelo aumento dos preços internacionais, provocado pela forte estiagem que prejudica a lavoura dos Estados Unidos, os sojicultores brasileiros sinalizam aumento da área plantada para 27 milhões de hectares, suficientes para colher 82 milhões de toneladas de soja.

A seca no Meio-Oeste norte-americano deve diminuir a produção de soja no país em torno de 7%, segundo estimativas do próprio governo dos EUA. A notícia elevou a cotação da soja na Bolsa de Chicago para 17,57 dólares o bushel (equivalente a 27,2155 quilos), com aumento de 15% no acumulado do mês. Esse cenário estimula o produtor brasileiro a fazer o maior plantio de soja de todos os tempos, e pode levar o Brasil a ultrapassar os Estados Unidos como maior produtor mundial, de acordo com Sávio Pereira, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também trabalha com expectativa de uma supersafra de soja. A presidente da entidade, senadora Kátia Abreu, disse que o cenário externo de preços favoráveis e as medidas de apoio governamental estimularão o plantio. Adverte, no entanto, que a confirmação das previsões depende das condições climáticas durante o plantio, desenvolvimento e colheita da lavoura.

Análise técnica da CNA ressalta que apesar dos preços internacionais altos também em relação ao milho, a expectativa de cultivo do produto não goza de igual otimismo, uma vez que as duas culturas disputam espaço, principalmente no Centro-Sul do país. Além de a colheita de milho ter registrado o maior crescimento percentual na safra 2011/2012, a presidente da CNA diz que a preferência pela soja se justifica por causa da maior liquidez, menor custo e mais facilidade na obtenção de créditos, o que sinaliza ganho líquido médio de R$ 25,00 por saca de 60 quilos na safra 2012/2013.

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