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Desenvolvimento fronteiriço terá investimentos de US$ 2,5 mi

11 agosto 2011 - 10h11Por Assessoria
Estimular o desenvolvimento e a consolidação dos micro e pequenos empresários na fronteira de Mato Grosso do Sul. Com esta meta, o projeto MS Sem Fronteira, desenvolvido pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), vai investir US$ 2,5 milhões na preparação e capacitação dos empreendedores instalados nas cidades de Corumbá, Ladário e Ponta Porã, do lado brasileiro, Puerto Suárez e Puerto Quijarro, na Bolívia, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

"Este é um projeto que visa, através dos pequenos e micro empresários principalmente, estimular este segmento produtivo para promover a inclusão deles no mercado, ou seja, dar condição, capacitação e fazer com que eles tenham maior competitividade e, assim, possam se inserir neste sistema globalizado que hoje vivemos", comentou o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT), após reunião com a diretoria operacional do Sebrae-MS, na noite de terça-feira (09) na Prefeitura.

"Corumbá é parceira do Sebrae e de Ladário no sentido de analisar toda esta faixa de fronteira, com Puerto Quijarro e Puerto Suárez, para que consigamos diagnosticar quais os gargalos existentes na região e apurar as soluções para que possamos ser indutores, fomentando este crescimento econômico", complementou o chefe do Executivo corumbaense. Nos últimos anos, diversas ações foram promovidas pela Prefeitura de Corumbá buscando o desenvolvimento integrado da fronteira, sobretudo na área de Saúde Pública e Educação.

"Este processo tem que ser integrado. Só vamos conseguir ter o nível de desenvolvimento social mais apurado se a região fronteiriça como um todo, tanto o lado brasileiro quanto o boliviano, estiverem caminhando proativamente. Temos que ter desenvolvimento sustentável em ambas as regiões", justificou o prefeito. Também participando da reunião, o prefeito de Ladário, José Antonio Assad e Faria (PT), destacou a magnitude do projeto e as possibilidades que ele vislumbra na fronteira com a Bolívia.

"É uma perspectiva muito importante porque prioriza o micro e pequeno empresário. É a principal fonte de emprego que nós temos e viabiliza aquelas empresas, principalmente, no perfil de Ladário. Vejo com muito otimismo, como uma possibilidade muito grande de alavancar o desenvolvimento da nossa cidade a execução deste projeto", complementou José Antonio. O pacto local do plano de trabalho e o comitê gestor regional do MS Sem Fronteira devem ser definidos em setembro.

Sem Fronteira

Os territórios contemplados pelo MS Sem Fronteiras serão trabalhados durante os próximos quatro anos. Mais de 500 ações estão previstas para o desenvolvimento do projeto. "Esperamos que as Prefeituras participem do dia a dia do projeto, na definição das ações, com suas equipes técnicas e na convergência que as duas Administrações tem com o setor produtivo", explicou a diretora operacional do Sebrae-MS, Maristela França.

A sequência do trabalho prevê a análise das ações desenvolvidas na região e quais podem ser feitas em conjunto. "Acreditamos que o projeto também é das Prefeituras, então elas precisam estar juntas com as demais instituições aqui do território para que a gente possa alcançar os resultados planejados", afirmou Maristela, que fez um balanço positivo da reunião.

"Os administradores públicos se mostraram extremamente envolvidos, fazendo considerações importantes. E eles têm uma visão ampliada sobre a fronteira. Saímos com uma expectativa muito boa, tanto da receptividade, quanto da continuidade da parceria dessas duas prefeituras no projeto", completou. Dos US$ 2,5 milhões que serão aplicados no projeto, US$ 1 milhão é do Sebrae Nacional, US$ 1 milhão do BID e U$ 500 mil do Sebrae-MS.

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