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Diretora rebate promotor e diz que suposta liminar mudou debate sobre assassinat

05 julho 2012 - 16h20
Novanews


A diretora da Escola Estadual Professor Luiz Carlos Sampaio, Silvia Maria dos Santos, rebateu as declarações do promotor da Vara da Infância e Juventude de Nova Andradina, Ricardo Benito Crepaldi. O servidor afirmou que a unidade de ensino tinha autonomia para expulsar o estudante que assassinou o educador Delmiro Salvione Bonin na última quinta-feira (28).

A professora foi quem levou à Promotoria o caso do adolescente que havia agredido um colega de escola com um estilete. O assunto foi tratado no último dia 19 de junho em reunião com Crepaldi e diretores de escolas. "Eu respondo pelo espaço físico da escola e não pelos alunos", disse.

Ao comentar a ata em que o promotor assegura a autonomia da unidade para expulsar o aluno, a diretora argumenta que a observação deveria ser interpretada como um "pedido de socorro" para que fossem tomadas atitudes. "Um aluno esfaqueou o colega e a situação estava critica, era difícil o relacionamento com todos, foi relatado na ata, mas ninguém foi lá", criticou.

De acordo com Silvia, questões técnicas também podem ter atrapalhado a decisão sobre o futuro do adolescente. Isso por que o jovem é matriculado na rede municipal de ensino, mas utilizava o espaço físico da escola estadual, local onde dias depois ocorreu o crime. "Seria difícil expulsá-lo de qualquer forma, o problema só iria para outra escola", avaliou.

Para a educadora, o fato de o garoto frequentar o colégio, ou até mesmo ser impedido de estar no local, não faria diferença. "Mesmo expulso, se ele quisesse, entrava lá. Sem uma medida extrema ele matou o Bonin, imagina se a escola impedisse a entrada dele?", indagou.

A diretora também lamentou a mudança de foco na discussão. Para ela, o debate tem sido pautado na permanência do jovem na unidade de ensino e não nos atos de violência contra o professor. "Se não fosse lá, seria em outra escola, mudaria só o professor ou o diretor", frisou.

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