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Divergências políticas e turbulência impedem Felipão de formar 'família Scolari'

19 agosto 2011 - 16h20
Felipão enfrenta problemas internos no comando do Palmeiras

Uol


É difícil falar do Palmeiras sem falar de Luiz Felipe Scolari. Mais que um técnico, ele também atua como dirigente e até psicólogo. Mas Felipão ainda esbarra no ambiente interno tumultuado do clube, em divergências políticas e vê dificuldades em montar sua nova ‘família Scolari’.

O termo virou símbolo da conquista da Copa do Mundo de 2002, quando a seleção brasileira ficou marcada pela união do grupo que tinha o treinador como líder e ‘pai’. Naquela ocasião, Felipão aparou as arestas entre estrelas como Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, e mesclou pulso firme e cumplicidade para administrar os jogadores.

Nove anos depois, ele gostaria de implementar filosofia semelhante no Palmeiras. Felipão tem relação próxima com os atletas, destacada pela atenção dispensada durante treinamentos e jogos. Também protege seus comandados de perseguições da torcida, casos de Luan e Marcos Assunção, e mesmo de questionamentos da imprensa, como fez ao defender Valdivia, suspenso pelo terceiro cartão amarelo e fora do clássico contra o São Paulo.

Apesar disso e da boa campanha com um elenco considerado limitado, ele não se sente respaldado por pessoas no clube.“Nada me tira do Palmeiras. Só me dá uma pequena mágoa, umas coisas seriam tão fáceis de fazer, mas não seguem aquele caminho normal”, disse.

Após o empate por 1 a 1 com o Bahia, no Canindé, o técnico admitiu que tem inimigos no clube, apesar de não revelar nomes. Em nota oficial divulgada durante a tarde, acusou uma pessoa da diretoria de querer derrubá-lo.

O UOL Esporte apurou que em reunião durante a concentração, na quinta-feira, Felipão também disse ao presidente Arnaldo Tirone que não conseguia formar sua ‘família’ porque não se sentia à vontade com o vice de futebol Roberto Frizzo e com o diretor Sérgio do Prado. Pediu ainda que o mandatário acompanhasse mais de perto o futebol.

O apelo pressiona Tirone a nomear mais um homem forte para o futebol, da confiança do treinador, para atuar ao lado de Frizzo. Durante toda a semana aumentaram as especulações de que um diretor de futebol possa ser anunciado, ideia que desagrada o vice.

Felipão garante que a relação com o dirigente é boa, transparente e profissional, apesar de admitir que não são amigos. Nesta semana, eles protagonizaram desentendimentos, iniciados com o empréstimo de Pierre ao Atlético-MG.

O clima tenso chegou ao ápice quando o Estado de S. Paulo noticiou que o cartola teria acertado com Paulo César Carpegiani para assumir o cargo de treinador. Frizzo negou com veemência e acusou ‘ratazanas’ de tumultuarem o ambiente. Felipão também negou o fato e disse ser amigo do colega de profissão há mais de 30 anos.

O técnico do Palmeiras deixou claro que não teve nenhum racha com o vice de futebol e demonstrou otimismo. “Não vai mudar minha relação com o Tirone, nem com Frizzo nem com os jogadores. Esse ambiente que tenho no Palmeiras é muito bom. Pelo que vi junto ao nosso presidente, tenho certeza de que as coisas estão encaminhando pra uma situação que é correta e ideal”, disse.

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