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DNIT destruiu barracos improvisados de indígenas na BR 163

22 setembro 2011 - 21h13Por CPT/MS
O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) de Mato Grosso do Sul, destruiu anteontem improvisados barracos e tampou 12 poços de água que uma comunidade indígena de Mato Grosso do Sul tinha feito nas margens da BR 163, segundo relataram membros da comunidade Laranjeira Nhanderu do povo indígena kaiowa-guarani, que dista aproximadamente 170 quilômetros de Campo Grande/MS.

O objetivo, segundo os próprios indígenas. seria evitar que as famílias voltem no acampamento quando fossem novamente despejadas. A ação aconteceu, justamente, um dia antes do vencimento do prazo de 45 dias definida pela justiça para que a comunidade Laranjeira Nhanderu abandone a terra que retomou quatro meses atrás.

Segundos os membros da comunidade, pessoal do DNIT passaram pelas margens da BR com uma pá carregadeira na última terça feira. Com a maquinaria pesada procederam “limpar”, exclusivamente, á área que serviu de refugio e acampamento à comunidade durante um ano sete meses após do primeiro despejo, e de onde partiram, quatro meses atrás, para uma nova retomada.

A atual ordem de reintegração de posse obrigaria aos indígenas saírem novamente para a BR. À atuação do DNIT teria todo o sentido de evitar o retorno da comunidade no antigo acampamento nas margens da BR, quando a reintegração de posse fosse executada pela força. Para o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) os indígenas não têm para onde ir se a intenção não fosse levá-los “debaixo da terra”, pelo que considera o ato como mais uma provocação contra os povos indígenas de Mato Grosso do Sul.

Á denuncia dos indígenas foi feita durante a visita de solidariedade realizada ontem pelos representantes de movimentos sociais do MS que foram para dar força e apóio à comunidade Laranjeira Nhanderu do Município de Rio Brilhante.

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