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Empresa factoring é suspeita de causar prejuízo de R$ 50 milhões, diz polícia

PF diz que a empresa atuava de forma ilegal como instituição financeira.

03 fevereiro 2012 - 15h20
G1 MS

A Polícia Federal (PF) está investigando uma empresa de factoring em São Gabriel do Oeste, a 133 quilômetros de Campo Grande, que é suspeita de causar um prejuízo de aproximadamente R$ 50 milhões aos seus investidores.

Na terça-feira (31), a PF deflagou a operação 'Pirita' e apreendeu vários computadores e arquivos na sede da empresa. O nome da ação, conforme a polícia, foi uma alusão ao mineral de cor amarelo-ouro, que é popularmente conhecido como "pedra da sorte" ou "ouro de tolo".

Entre terça e quarta-feira (1º), três delegados da Polícia Federal ouviram mais de 20 pessoas em São Gabriel do Oeste, para esclarecer os métodos utilizados pela empresa.

Segundo a PF, a empresa atuava como uma instituição financeira, sem a autorização do Banco Central, e atraia as pessoas oferecendo remuneração com juros de 2% a 2,5% ao mês para o capital investido em suas aplicações.

Conforme apurou a Polícia Federal, a empresa fechou as portas em outubro de 2011. Os investidores não conseguiram recuperar sequer o valor aplicado. A PF diz que a investigação já concluir que houve práticas financeiras ilegais, o que configura crime contra o sistema financeiro e pode resultar em prisão de até quatro anos.

O material apreendido na sede da empresa será analisado pela perícia, e a suspeita da PF, é que o valor do prejuízo dos investidores possa ser maior do que o já apurado.

Confiança
O advogado Ademar Quadros Mariani, que representa cerca de 50 pessoas que investiram na empresa confirma que todos foram atraídos para fazer aplicações em razão da alta remuneração oferecida. Entretanto, ele diz que como os sócios da factoring eram empresários conhecidos na cidade, as vítimas tiveram mais confiança para fazer os investimentos.

“Eu represento um grupo que investiu de R$ 1 mil até mais de R$ 2 milhões, mas sei de mais de 200 pessoas que perderam dinheiro com isso. O sistema funcionou durante mais de cinco anos, então, conforme alguém tinha lucro contava para a outra pessoa e a corrente crescia. Tem casos de pessoas que entregaram as economias de uma vida inteira e hoje estão sem nada. Alguns não têm nem condições de arcar com as custas judiciais e os honorários advocatícios”, explica.

Márcio Torres, advogado de um dos sócios da empresa, diz que o seu cliente sempre foi uma pessoa idônea, que morava na cidade há muito tempo e que não aplicou nenhum golpe. Segundo ele, o que ocorreu foi que a empresa realizou investimentos de riscos e não obteve o rendimento esperado.

“O meu cliente está disposto a fazer o quer for possível para resolver o caso, mas uma coisa nós garantimos, é impossível haver uma reparação integral do prejuízo. A empresa tem apenas o patrimônio e os créditos que tem a receber dos investimentos que realizou, então, isso será repassado à Justiça que vai dividir proporcionalmente entre os credores”, esclarece Torres.

A reportagem do G1 tentou contato com a outra sócia da empresa, mas até o fechamento da matéria não obteve o retorno de suas ligações.

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