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NO ANO PASSADO

Estado deixa de produzir $ 3,7 bilhões em consequência de acidentes

Valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas

15 maio 2018 - 13h45Por Da redação

Um estudo apontou que Mato Grosso do Sul deixou de produzir R$ 3,7 bilhões em 2017 por conta da violência no trânsito. Esse valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas, caso não tivessem se acidentado.

De acordo com uma matéria do Correio do Estado, somente no ano passaado, 625 pessoas morreram e outras 992 tiveram invalidez permanente em MS, conforme estatísticas do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat)

Conforme os cálculos do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), órgão da Escola Nacional de Seguros, que realizou o estudo, o valor deixado de produzir no Estado por conta dos acidentes representa 4,82% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul.

“O que mais chamou atenção é que o Brasil vinha de um período de queda dos indicadores de violência no trânsito. Mas, nesse último ano, os números dispararam, voltando ao cenário de 2015. E com características muito preocupantes: 90,5% das vítimas estão na fase economicamente ativa e mais de 74% dos acidentes envolvem motocicletas, fazendo com que 59% dos acidentados sejam os próprios condutores”, alerta a economista Natália Oliveira, do CPES, coordenadora do estudo.

O estudo apontou ainda um aumento considerável do número de vítimas fatais e com invalidez permanente em Mato Grosso do Sul. De 991 em 2016 subiu para 1.617 no ano passado. Assim, o impacto total das perdas produtivas foi 63,2% maior no período.

Em todo o Brasil, a violência do trânsito provocou um impacto econômico de R$ 199 bilhões no ano passado, ou 3,04% do PIB nacional. As perdas correspondem a acidentes que mataram 41,1 mil pessoas e deixaram 42 mil com invalidez permanente no país. Na comparação com 2016, o impacto foi 35,5% maior.

Representando 27% da frota nacional de veículos, as motos são responsáveis pelo maior número de acidentes no Brasil e também de vítimas. Foram 285.662 sinistros no ano passado. Os homens respondem por 88% das indenizações por morte em acidentes com motocicletas. No caso de acidentes de motos que resultaram em sequelas permanentes, 79% das indenizações também foram para vítimas do sexo masculino.

“A motocicleta, que é a solução de muitos transtornos no trânsito e também o meio de transporte de classes menos favorecidas, está tirando de circulação uma boa parte da população economicamente ativa. Ainda não temos uma consciência para a utilização desse veículo. Faltam educação, fiscalização e respeito”, acrescenta Natália.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram as estatísticas de perdas decorrentes dos acidentes de trânsito. O Centro-Oeste sofreu a maior perda em comparação com o PIB. O impacto da violência no trânsito consumiu 4,86% do PIB regional, seguido das regiões Nordeste (3,8%), Sul e Norte (3,4% cada).

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