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Manter a hidratação e elasticidade da pele ajuda a evitar o problema.

Laser, ácidos, peeling e abrasivos podem melhorar aparência em até 60%.

14 dezembro 2011 - 13h20
Bem Estar

Manter a hidratação e a elasticidade da pele é fundamental para evitar o surgimento de estrias, um problema mais comum até os 30 anos de idade.

As mulheres são o grupo que mais sofre com essa ruptura das fibras de colágeno, seja na adolescência, durante a gravidez ou em decorrência do efeito sanfona. Gestações após os 30 anos, porém, costumam ter uma menor incidência.

Segundo a dermatologista Márcia Purceli, há uma questão genética e hormonal envolvida no aparecimento das estrias. As lineares e mais finas respondem melhor aos tratamentos. Já as "rendadas", muito comuns em pessoas de pele negra, são difíceis de amenizar.

De acordo com o cirurgião plástico Eduardo Lange, as mamas são a região que responde mais rápido ao tratamento. Mas cirurgias para retirar estrias só são recomendadas em casos muito severos.

Entre as alternativas disponíveis, capazes de melhorar a aparência em até 60%, há o laser, os ácidos, o peeling e a dermoabrasão.

Os tratamentos com ácidos incluem a aplicação de cremes ou géis à base de ácido retinoico – grávidas não podem usá-lo – ou de alfa-hidroxi-ácidos, que aceleram a renovação celular e atuam na formação de colágeno novo. Os resultados começam a aparecer após três meses. Peelings corporais também contêm ácido retinoico.

Já os cremes à base de ácido hialurônico ajudam no preenchimento das estrias. É importante lembrar que não se pode tomar sol durante o tratamento, pois a radiação ultravioleta destrói o colágeno.

No caso da dermoabrasão, é feito um "lixamento" da pele com um aparelho – peeling de cristal –, em que há passagem de óxido de alumínio para remover a camada superficial e estimular o colágeno. Alimentos ricos em vitamina C são antioxidantes e também contribuem para produzir a substância.

Mulheres grávidas devem passar hidratante ou óleo na barriga para evitar a coceira provocada pela pele seca. Mas não há comprovação científica de que cosméticos evitam o aparecimento de estrias nessa fase, uma vez que os médicos não podem submeter as grávidas a uma biópsia para esse tipo de estudo.

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