Menu
Busca domingo, 12 de julho de 2020

Estudantes completam um mês em greve de fome no Chile

17 agosto 2011 - 12h44Por AFP
Cerca 40 estudantes do ensino médio completaram na terça-feira um mês de greve de fome (ingerindo apenas líquidos), em meio a uma série de manifestações que ocorrem há meses no país para protestar contra o descaso em relação ao sistema de ensino vigente.

Estudantes e professores exigem "garantias" para aceitar um diálogo com o governo.
"Temos pedido aos gritos para que o senhor presidente escute os estudantes chilenos", disse uma das alunas à imprensa local.
Três alunos em greve fome na região de Buin, na periferia de Santiago, radicalizaram sua postura e anunciaram que também deixarão de consumir líquidos.

"No caso dos três jovens de Buin, a situação é bastante preocupante, pois trata-se de uma greve de fome em um estágio muito sério. Eles já perderam oito quilos e sofreram uma diminuição significativa da massa muscular, apresentando ainda baixa pressão arterial, cólicas intensas e desidratação", disse o ministro da Saúde, Jaime Máñalich.

Na segunda-feira, no entanto, dirigentes estudantis acenaram para a possibilidade de estabelecer um diálogo com o Congresso - algo que haviam descartado no fim de semana - e ratificaram a convocação para uma nova greve nacional nesta quinta-feira.

A resposta do fim de semana "não havia sido um ''não'' definitivo", disse nesta terça-feira um dos líderes estudantis, Giorgio Jackson, que exigiu "garantias" ao Governo para iniciar o diálogo.

"Por mais que possa haver uma intenção muito boa, há temas, como o orçamento, que não dependem dos parlamentares", explicou Jackson.

"Há estudantes que estão ocupando colégios
há dois ou três meses e é bastante difícil pensar que eles deixarão seus postos sem garantias de avanços para suas reivindicações", disse.

O conflito estudantil no Chile tem paralisado há quase três meses grande parte do setor educativo, tanto universitário como de ensino médio.

Os estudantes exigem educação pública gratuita e de qualidade para todos, em um país que tem um dos sistemas educativos mais segregados do mundo, produto das reformas neoliberais aplicadas pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), que reduziu a menos da metade o aporte estatal à educação.

Cinco grandes protestos públicos foram desenvolvidos ao longo de mais de nove semanas de mobilização.

Em resposta, o governo entregou duas propostas, que foram consideradas como "insuficientes" pelos estudantes.

Deixe seu Comentário

Leia Também

POLICIAL
Homem irá responder em liberdade após tentar abusar sexualmente de sobrinha menor de idade no MS
CRIME AMBIENTAL
Comerciante leva multa de R$ 37 mil por desmatamento em Bela Vista
EDUCAÇÃO
Sisu tem 814,47 mil candidatos inscritos em todo Brasil
CASSILÂNDIA
Justiça aumenta pena-base de condenado por estelionato