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Estudantes homossexuais poderão usar nome social na BA

26 julho 2011 - 10h49Por Fonte: Agência A Tarde
O Conselho Estadual da Educação da Bahia aprovou, por 18 votos a quatro, o parecer que concede o direito a transexuais e travestis de usarem seu nome social - identificação preferida à do registro oficial - no ambiente escolar. A decisão aprovada na segunda-feira vai vigorar nas escolas de ensino fundamental e médio, além das universidades estaduais.


A cada vez que a transexual Maria Fernanda, 26 anos, é chamada pelo nome masculino do registro civil, seja por lapso ou maldade, sua intuição acusa o preconceito. "Às vezes a gente sente que é de propósito. Quando os professores são religiosos, aí é que chamam mesmo", diz a estudante do 3º ano do ensino médio de um colégio estadual, no bairro Cabula, em Salvador.


"Quando o professor chama pelo nome civil, ele ostenta o preconceito", afirma a presidente da Associação de Travestis e Transexuais de Salvador (Atras), Millena Passos. Pela proposta do conselho, o nome social poderá ser usado no ambiente interno da instituição de ensino, como listas de chamadas, boletins, registros do aluno e, principalmente, no relacionamento com professores, funcionários e colegas. Mas documentos da instituição destinados ao público externo, como os diplomas, por exemplo, continuariam a usar o nome do registro civil.


O conselho também estendeu o direito às demais pessoas que fundamentem esta necessidade, como, por exemplo, donos de nomes incomuns. A aprovação do parecer, no entanto, não tem força de lei e não pode obrigar os estabelecimentos de ensino a seguirem seu entendimento. Contudo, é um indicador de qual será a orientação da política estadual sobre o assunto. Para ser obrigatório, o tema teria que ser regulamentado numa resolução do conselho ou por lei estadual.


A direção da Secretaria de Educação do Estado, que anteriormente se mostrou favorável à medida, não comentou, nessa segunda, a decisão do conselho, pois ainda não havia sido informada oficialmente. Mas, a assessoria de comunicação da secretaria reforçou que o entendimento do conselho costuma ser seguido.

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