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Falso empresário leva jovens para cama com promessa de emprego de 5 mil

03 novembro 2011 - 22h29Por 24 Horas News
Um golpe ou um conto de fadas? A história é verdadeira. A jovem confessa que jamais imaginou que um homem como o que ela encontrou fosse mentir com tanta "sabedoria", ao ponto de deixar o coração da jovem estudante balançando até hoje.

Um homem bem vestido, romântico e perfumado - segundo relatam as vítimas -, de mais ou menos 40 anos de idade, de fala suave, mas de bom português e, principalmente educado, deixou algumas mulheres com idades entre 18 e 25 anos, escolhidas a dedo, enlouquecidas. As facilidades de um emprego de alto nível, com salário de mais quase R$ 2 mil, podendo chegar a mais de R$ 6 mil, geralmente acaba em sexo numa luxuosa cama de motel. A “cantada” é a mais simples possível, mas também a mais objetiva, pois vai direto no maior desejo de consumo humano, principalmente o brasileiro: um bom emprego e um bom salário.

Um das vítimas aceitou conversar com a reportagem com promessa de são ser identificada, muito menos fotografada. Mesmo com muita vergonha, ele começou desabafando: “Jamais imaginei que estava sendo enganada.

Como em um passe de mágica, começando contanto a jovem que nós vamos identificar como “Bela” – nome fictício -, surge um homem bem vestido, cabelo bem aparado, perfumado e usando um celular de alto padrão. O homem chama atenção por si só, mas faz questão de ser ouvido por uma à distância. Era nossa personagem, uma jovem de 22 anos, também bem vestida e de boa aparência, aluna de uma das universidades de Cuiabá. Jogo rápido. Em poucos minutos os dois estavam conversando como se fossem velhos amigos. O homem que se identificou

“Foi tudo muito rápido. O cara que se identificou como Marcelo, me convenceu de imediato que estava falando a verdade e que era uma pessoa do bem. Aliás, foi eu quem se aproximou dele. Ele só vez armar o plano para me atrair, como já fez, com certeza com outras pessoas, que como eu estava precisando de um bom emprego”, conta a jovem.

O GOLPE
“Olha. Escuta, aquela moça que tu me mandaste não serviu. Ela era muito linda, mas não tinha as qualificações que nós queríamos, até porque nosso salário passa dos dois mil reais por mês, livre de tudo, como tu sabes. Manda ou, até com urgência, pois nós estamos precisando substituir a secretária que nós mandamos para a Itália”. “Era assim que ele falava ao telefone, e em tom alto”, conta a estudante.

Trabalhando em um emprego cujo salário não passa dos R$ 800,00 a jovem confessa que se interessou pela conversa, e ela mesmo se ofereceu para conversar com o homem sem imaginar que estava prestes a ser uma vítima, e que seu primeiro serviço seria numa cama de motel.

“O senhor está precisando de uma secretária e a sua empresa paga mais de dois mil reais, livre?”, questionou a estudante. “Claro. E tem mais, de dois em dois anos a gente manda uma ou duas pessoas para a Europa para trabalhar em nossa filial da Itália com salário de mais de cinco mil euros”, respondeu o homem.

O suposto empresário explicou ainda à jovem futura vítima, que além do salário de dois mil reais no Brasil, também oferecia transporte e da comida: café da manhã, almoço me lanche à tarde, tudo grátis de segunda à sexta-feira, a empresa dele ainda oferecia um curso de línguas estrangeiras: inglês, francês e espanhol para que as candidatas se preparassem para um futuro melhor. Babando, a jovem saiu na frente: “Eu posso ser uma candidata”.

“Eu estava falando com o meu amigo, também empresário que está a mais tempo em Cuiabá para ele me arrumar uma secretária. Olha menina, você parece que caiu do céu. Vamos fazer o seguinte. Eu tenho uma reunião daqui a pouco, mas depois das 11 horas eu estou livre. Me espera lá no shopping. Antes me liga. Toma o meu número”, disse o suposto empresário.

Se derretendo, a jovem universitária até pediu para que uma amiga dele que chegou logo em seguida no mesmo local que a tocasse para ver se ela não estava sonhando. “Amiga, vou mudar de emprego. E se Deus me ajudar eu vou morar em breve na Itália”, se entusiasmou a futura vítima.

Deito é feito. A jovem ligou para o futuro patrão às 11 horas e ele foi direto: “Me espera no café do shopping”. Antes do meio dia os dois estavam juntos em uma mesa conversando, mais uma vez como se fossem velhos amigos. “Como os eu currículum é bom. É bom, não, é ótimo tenho certez de que a vaga de secretária na minha empesa está preenchida. Mas agora vamos mudar um pouco de assunto, pois afinal de contas você é uma mulher linda, eu simpatizei muito contigo e eu não sou de ferro”, disse o homem falando desta vez, no entanto, bem baixinho ao ouvido da sua quase funcionária.

Vendo que poderia fisgar dois peixes com um só anzol, a jovem também não perdeu tempo. Conta que tratou de jogar charme para cima do homem, que como um verdadeiro golpista deu um golpe de misericórdia: “Olha, eu acho que nós estamos indo longe depois logo no primeiro dia. Não vamos confundir às coisas. Vamos devagar que eu tenho outras funcionárias. Você sabe como são as coisas em uma grande e3mpresa. Todas querem ter a mesma chance, só que eu nunca abri mão da minha privacidade e do meu papel de patrão. Não sei o que eu vi em você, mas tudo bem”, desconversou o galanteador.

Vendo que seu sonho poderia correr risco, a jovem confessa que também mudou de assunto, mas sempre se mantendo com a guarda em alerta. “Era tudo ou nada. Eu estava diante de um homem bonito, de boa formação, rico e, acima de tudo romântico. Fique na minha, mas atenta para não perder, pelo menos o emprego”, admite.

Meia hora depois o homem convidou “Bela” para almoçar fora do shopping. Segundo ele, num local mais fechado, mas aconchegante para não chamar a atenção das pessoas. Os dois pegaram um táxi e seguiram para um restaurante de luxo em um hotel no centro de Cuiabá.

“Como eu tinha que trabalhar no outro emprego, mas não tinha como recusar o convite do meu futuro chefe, eu liguei para uma amiga e pedi que ela ligasse no meu emprego avisando que eu iria falar pois estava doente. Não dei muita importância, até porque eu estava saindo mesmo do emprego. Foi um almoço maravilhoso. Comemos e bebemos duas garrafas de vinho. Foi quando ele me falou no ouvido novamente: “Você quer namorar como comigo? Não tive outra escolha, principalmente quando ele voltou a encostar a boca no meu ouvido novamente: Vamos para um local mais fechado?. Fui”.

Entusiasmada pelo emprego, a estudante conta que ainda saiu com o homem outras duas vezes, mas que sumiu misteriosamente quando ela começou a questioná-lo sobre o seu emprego e sobre a empresa dele. O home, antes seguro, sempre vinha com uma desculpa, que a convencia, mas ao mesmo tempo a deixava de orelhas em pé.

“Na nossa terceira saída ele disse que estava viajando no dia seguinte para Londres, onde fecharia um contrato de mais de dez milhões de euros com uma empresa alemã e que voltaria 15 dias depois. Até hoje, seis meses depois ele não voltou e o que é pior, o telefone dele agora não existe mais. Já revirei Cuiabá inteira e não encontrei o meu príncipe encantado, muito menos o empresário milionário. Até hoje eu ainda sonho. Neste intervalo de mais de seis meses, descobri que, como eu, pelo menos outras três jovens estudante e bonitas caíram no mesmo golpe".

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